Publicação
O papel da prática desportiva na saúde mental e desempenho escolar em adolescentes em contexto de pandemia
| Resumo: | Há cada vez um maior reconhecimento dos benefícios da prática desportiva e da atividade física, tais como redução de stress e do risco de depressão. Contudo, existem também alguns riscos, como lesões e ansiedade, na sua maioria associados aos momentos competitivos. Tendo os momentos competitivos sido eliminados durante a pandemia na maior parte dos desportos em escalões de formação, procurou-se testar se, neste contexto em particular, a prática desportiva poderia ter um efeito essencialmente benéfico na saúde mental e no desempenho escolar dos adolescentes. A amostra compôs-se de 170 participantes entre os 13 e os 18 anos, sendo 132 destes estudantes que praticavam desporto federado e 38 que não praticavam desporto federado. Através de um questionário online, procurou-se analisar se existiam diferenças entre os que praticavam vs. não praticassem desporto federado, em termos de desempenho académicos, níveis de stress, de ansiedade e depressão, bem como o impacto da modalidade praticada e da relação com o treinador. Os dados foram recolhidos no período após o segundo confinamento, em que os alunos voltaram a ir às aulas de forma presencial e os atletas puderam voltar a treinar, embora ainda não fosse permitido competir na maioria dos desportos. Tal como esperado, verificou-se que a prática desportiva estava associada a menores níveis de stress, ansiedade e depressão e melhor desempenho académico, funcionando com um fator protetor num contexto de pandemia. Contrariamente às hipóteses estabelecidas, a relação com o treinador não teve uma influência significativa nos níveis de stress dos atletas e também não se verificaram diferenças estatisticamente significativas entre a prática de uma modalidade coletiva e uma modalidade individual. Em suma, os resultados sublinham que a prática desportiva, num contexto de pandemia, funciona como um elemento protetor para a saúde mental e para o desempenho académico dos adolescentes. |
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| Autores principais: | Vicente, Miguel Costa Lopes dos Santos |
| Assunto: | Relação com o treinador Stress Ansiedade no desporto Alta competição Desempenho escolar Coach-athlete relationship Stress Sports anxiety Elite sports School performance |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade Católica Portuguesa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa |
| Resumo: | Há cada vez um maior reconhecimento dos benefícios da prática desportiva e da atividade física, tais como redução de stress e do risco de depressão. Contudo, existem também alguns riscos, como lesões e ansiedade, na sua maioria associados aos momentos competitivos. Tendo os momentos competitivos sido eliminados durante a pandemia na maior parte dos desportos em escalões de formação, procurou-se testar se, neste contexto em particular, a prática desportiva poderia ter um efeito essencialmente benéfico na saúde mental e no desempenho escolar dos adolescentes. A amostra compôs-se de 170 participantes entre os 13 e os 18 anos, sendo 132 destes estudantes que praticavam desporto federado e 38 que não praticavam desporto federado. Através de um questionário online, procurou-se analisar se existiam diferenças entre os que praticavam vs. não praticassem desporto federado, em termos de desempenho académicos, níveis de stress, de ansiedade e depressão, bem como o impacto da modalidade praticada e da relação com o treinador. Os dados foram recolhidos no período após o segundo confinamento, em que os alunos voltaram a ir às aulas de forma presencial e os atletas puderam voltar a treinar, embora ainda não fosse permitido competir na maioria dos desportos. Tal como esperado, verificou-se que a prática desportiva estava associada a menores níveis de stress, ansiedade e depressão e melhor desempenho académico, funcionando com um fator protetor num contexto de pandemia. Contrariamente às hipóteses estabelecidas, a relação com o treinador não teve uma influência significativa nos níveis de stress dos atletas e também não se verificaram diferenças estatisticamente significativas entre a prática de uma modalidade coletiva e uma modalidade individual. Em suma, os resultados sublinham que a prática desportiva, num contexto de pandemia, funciona como um elemento protetor para a saúde mental e para o desempenho académico dos adolescentes. |
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