Publicação
Alocação dinâmica de recursos : o caso do beyond budgeting na NORS
| Resumo: | O orçamento foi considerado, desde a sua conceção, como o principal modelo de controlo de gestão para as organizações. No entanto, tendo em conta as imprevisibilidades associadas aos mercados atuais e as criticas que começam a surgir, o orçamento tem vindo a perder importância começando a ser substituído por sistemas alternativos. É neste contexto que surge em 1998 o modelo do beyond budgeting que pretende ser um substituto do modelo tradicional, através da implementação de ferramentas auxiliares (rolling forecast), tendo como base orientadora princípios de descentralização e processos de gestão e medição da performance relativa. Segundo os percursores do beyond budgeting a alocação de recursos terá de ser realizada just in time, dinâmica e contínua. Esta alocação é possível através da análise de KPI’s relativos, tendência do mercado em que estão inseridos e novos projetos de expansão de atividade. Para a elaboração deste estudo, foi analisado o caso especifico do grupo NORS que, a partir de 2012, adotou um novo sistema baseado no modelo do beyond budgeting em detrimento do sistema tradicional baseado no orçamento implementado desde a fundação do grupo. Para a obtenção dos dados considerados fundamentais para este trabalho, foram realizadas entrevistas semi-estruturadas a diversos membros do grupo e analisados Relatórios e Contas do Grupo. O objetivo deste Trabalho Final de Mestrado é estudar de que forma é realizada a afetação de recursos no grupo NORS. Um dos propósitos principais deste presente estudo é o de concluir se, de facto, a alocação de recursos efetuada pela organização é dinâmica à luz do conceito do beyond budgeting. A partir deste estudo, foi possível concluir que o grupo NORS não adota o modelo do beyond budgeting na sua plenitude, mas antes, um modelo híbrido assente em pacotes de controlo. Constatou-se ainda que os princípios de descentralização não foram adotados na totalidade e, também por isso, a alocação de recursos não é tão dinâmica como seria expectável e ideal. |
|---|---|
| Autores principais: | Ramos, Ana João Silva |
| Assunto: | Orçamento Alocação Recursos Beyond budgeting Sistema tradicional Budget Allocation Resources Traditional budget system |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade Católica Portuguesa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa |
| Resumo: | O orçamento foi considerado, desde a sua conceção, como o principal modelo de controlo de gestão para as organizações. No entanto, tendo em conta as imprevisibilidades associadas aos mercados atuais e as criticas que começam a surgir, o orçamento tem vindo a perder importância começando a ser substituído por sistemas alternativos. É neste contexto que surge em 1998 o modelo do beyond budgeting que pretende ser um substituto do modelo tradicional, através da implementação de ferramentas auxiliares (rolling forecast), tendo como base orientadora princípios de descentralização e processos de gestão e medição da performance relativa. Segundo os percursores do beyond budgeting a alocação de recursos terá de ser realizada just in time, dinâmica e contínua. Esta alocação é possível através da análise de KPI’s relativos, tendência do mercado em que estão inseridos e novos projetos de expansão de atividade. Para a elaboração deste estudo, foi analisado o caso especifico do grupo NORS que, a partir de 2012, adotou um novo sistema baseado no modelo do beyond budgeting em detrimento do sistema tradicional baseado no orçamento implementado desde a fundação do grupo. Para a obtenção dos dados considerados fundamentais para este trabalho, foram realizadas entrevistas semi-estruturadas a diversos membros do grupo e analisados Relatórios e Contas do Grupo. O objetivo deste Trabalho Final de Mestrado é estudar de que forma é realizada a afetação de recursos no grupo NORS. Um dos propósitos principais deste presente estudo é o de concluir se, de facto, a alocação de recursos efetuada pela organização é dinâmica à luz do conceito do beyond budgeting. A partir deste estudo, foi possível concluir que o grupo NORS não adota o modelo do beyond budgeting na sua plenitude, mas antes, um modelo híbrido assente em pacotes de controlo. Constatou-se ainda que os princípios de descentralização não foram adotados na totalidade e, também por isso, a alocação de recursos não é tão dinâmica como seria expectável e ideal. |
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