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Velhos, novos e mutáveis sagrados... um olhar antropológico sobre formas “religiosas” de percepção e interpretação da conquista africana (1415-1521)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O artigo reúne e tenta explicar um conjunto de vestígios dispersos de textos e práticas do Portugal do século XV/ inícios do séc. XVI, sobre a presença em África. O objectivo é demonstrar a importância e a funcionalidade, no processo, de um tipo específico – a que chamaríamos, com as devidas aspas, «religioso» – de símbolos e categorias: santidade, figurações heróicas ancestrais, sacralizações do espaço e do tempo, cerimoniais e encenações usadas para marcar as partidas e as vitórias. Assim, depois de uma breve introdução historiográfica, estudar-se-ão, sucessivamente, a «invenção» do reino cristão do Congo, a relação entre os «novos tempos» e a temporalidade cristã, as formas de imaginação de um novo espaço cristão e os cerimoniais sacros e profanos usados para «propiciar a salvação» e «encenar o risco».
Autores principais:Rosa, Maria de Lurdes
Assunto:Religião Conquista Africana
Ano:2006
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Católica Portuguesa
Idioma:português
Origem:Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Descrição
Resumo:O artigo reúne e tenta explicar um conjunto de vestígios dispersos de textos e práticas do Portugal do século XV/ inícios do séc. XVI, sobre a presença em África. O objectivo é demonstrar a importância e a funcionalidade, no processo, de um tipo específico – a que chamaríamos, com as devidas aspas, «religioso» – de símbolos e categorias: santidade, figurações heróicas ancestrais, sacralizações do espaço e do tempo, cerimoniais e encenações usadas para marcar as partidas e as vitórias. Assim, depois de uma breve introdução historiográfica, estudar-se-ão, sucessivamente, a «invenção» do reino cristão do Congo, a relação entre os «novos tempos» e a temporalidade cristã, as formas de imaginação de um novo espaço cristão e os cerimoniais sacros e profanos usados para «propiciar a salvação» e «encenar o risco».