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Trauma na infância, eventos de vida traumáticos, dor física e reatividade do sistema nervoso autónomo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Existem diversos acontecimentos com potencial traumático que são capazes de prejudicar o desenvolvimento saudável e originar consequências negativas para toda a vida. Mais especificamente, consequências a nível físico, tal como a dor, o que consequentemente, vai afetar o sistema nervoso autónomo. O presente estudo teve como principal objetivo analisar as relações entre trauma na infância, eventos de vida potencialmente traumáticos, dor física e reatividade do sistema nervoso autónomo. Trata-se de um estudo descritivo-correlacional e transversal que contou com uma amostra não aleatória de conveniência com um total de 124 participantes. Dos quais, 64 pertenciam a amostra clínica que vivenciaram um acontecimento traumático e os 60 restantes pertenciam à amostra não clínica, visto que não vivenciaram nenhum acontecimento potencialmente traumático. A recolha de dados foi realizada com recurso a um Questionário Sociodemográfico e Clínico, o Questionário de Trauma Infantil (Childhood Trauma Questionnaire), Eventos de vida traumáticos (Life Events Checklist), Inventário Resumido da Dor (Brief Pain Inventory) e o Questionário Perceção Corporal. Os resultados revelaram que o trauma na infância, os eventos potencialmente traumáticos e a reatividade do sistema nervoso autónomo encontram-se correlacionados. A intensidade da dor somente se encontra correlacionada com a reatividade do sistema nervoso autónomo. Revelaram ainda que, existem diferenças entre a amostra clínica e a amostra não clínica ao nível da reatividade do sistema nervoso autónomo. Por fim, verificou-se que a reatividade do sistema nervoso autónomo carateriza-se como um preditor positivo do abuso sexual e dos acontecimentos potencialmente traumáticos. No futuro, seria pertinente investigar quais os fatores que podem moderar a relação entre trauma e dor física. Desta forma, com este estudo denota-se que a instrução acerca de estratégias adaptativas de gestão emocional torna-se crucial, de modo a prevenir o agravamento das condições dos indivíduos na idade adulta.
Autores principais:Gonçalves, Patrícia da Silva
Assunto:Trauma na infância Eventos de vida traumáticos Dor física Reatividade do sistema nervoso autónomo Childhood trauma Traumatic life events Physical pain Reactivity of the autonomic nervous system
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade Católica Portuguesa
Idioma:português
Origem:Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Descrição
Resumo:Existem diversos acontecimentos com potencial traumático que são capazes de prejudicar o desenvolvimento saudável e originar consequências negativas para toda a vida. Mais especificamente, consequências a nível físico, tal como a dor, o que consequentemente, vai afetar o sistema nervoso autónomo. O presente estudo teve como principal objetivo analisar as relações entre trauma na infância, eventos de vida potencialmente traumáticos, dor física e reatividade do sistema nervoso autónomo. Trata-se de um estudo descritivo-correlacional e transversal que contou com uma amostra não aleatória de conveniência com um total de 124 participantes. Dos quais, 64 pertenciam a amostra clínica que vivenciaram um acontecimento traumático e os 60 restantes pertenciam à amostra não clínica, visto que não vivenciaram nenhum acontecimento potencialmente traumático. A recolha de dados foi realizada com recurso a um Questionário Sociodemográfico e Clínico, o Questionário de Trauma Infantil (Childhood Trauma Questionnaire), Eventos de vida traumáticos (Life Events Checklist), Inventário Resumido da Dor (Brief Pain Inventory) e o Questionário Perceção Corporal. Os resultados revelaram que o trauma na infância, os eventos potencialmente traumáticos e a reatividade do sistema nervoso autónomo encontram-se correlacionados. A intensidade da dor somente se encontra correlacionada com a reatividade do sistema nervoso autónomo. Revelaram ainda que, existem diferenças entre a amostra clínica e a amostra não clínica ao nível da reatividade do sistema nervoso autónomo. Por fim, verificou-se que a reatividade do sistema nervoso autónomo carateriza-se como um preditor positivo do abuso sexual e dos acontecimentos potencialmente traumáticos. No futuro, seria pertinente investigar quais os fatores que podem moderar a relação entre trauma e dor física. Desta forma, com este estudo denota-se que a instrução acerca de estratégias adaptativas de gestão emocional torna-se crucial, de modo a prevenir o agravamento das condições dos indivíduos na idade adulta.