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Após a catástrofe: a gestão da emergência e socorro no terramoto de 1755

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Detalhes bibliográficos
Resumo:No terramoto de 1755, Lisboa ficou entregue ao seu fado, pois nunca tinha sido acautelado tudo o que uma calamidade desta natureza podia causar. O Estado assumiu de forma singular a responsabilidade da gestão da emergência e socorro. O cuidado em criar uma cidade mais segura foi precedido da preocupação em salvar os vivos e enterrar os que já tinham falecido. Pretende?se, através de uma abordagem sistemática, por meio de recolha e avaliação crítica da documentação, dar a conhecer o socorro efetuado às vítimas do terramoto. Da análise aos documentos coevos, concluímos que os governantes da época elaboraram e executaram um plano de emergência que, em vários pontos, se assemelha ao que existe nos nossos dias. Assim, pretendemos demonstrar que a resposta de emergência à catástrofe foi pensada de uma forma moderna e racional, não sendo porém evidente que fosse claramente hierarquizada, tal como seria expectável atualmente. O sismo foi enfrentado com a ciência e a técnica da época, tendo sido tomadas medidas imediatas para garantir a saúde, a segurança e o alojamento dos cidadãos.
Autores principais:Ferreira, Amélia
Outros Autores:Esteves, Alexandra
Assunto:Earthquake victims Emergência Emergency Rescue Socorro Terramoto Vítimas
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:artigo original
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Católica Portuguesa
Idioma:português
Origem:Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Descrição
Resumo:No terramoto de 1755, Lisboa ficou entregue ao seu fado, pois nunca tinha sido acautelado tudo o que uma calamidade desta natureza podia causar. O Estado assumiu de forma singular a responsabilidade da gestão da emergência e socorro. O cuidado em criar uma cidade mais segura foi precedido da preocupação em salvar os vivos e enterrar os que já tinham falecido. Pretende?se, através de uma abordagem sistemática, por meio de recolha e avaliação crítica da documentação, dar a conhecer o socorro efetuado às vítimas do terramoto. Da análise aos documentos coevos, concluímos que os governantes da época elaboraram e executaram um plano de emergência que, em vários pontos, se assemelha ao que existe nos nossos dias. Assim, pretendemos demonstrar que a resposta de emergência à catástrofe foi pensada de uma forma moderna e racional, não sendo porém evidente que fosse claramente hierarquizada, tal como seria expectável atualmente. O sismo foi enfrentado com a ciência e a técnica da época, tendo sido tomadas medidas imediatas para garantir a saúde, a segurança e o alojamento dos cidadãos.