Publicação
Credit Default Swaps e a evidência da hipótese de contágio entre países periféricos da zona euro na crise de dívida soberana
| Resumo: | Diversos estudos, com metodologias diferentes, enfoques variados têm mostrado um ponto comum: que o contágio durante a crise da zona euro, a existir, não é claramente da periferia para o centro. Os mercados tenderam a fazer repercutir as suas expectativas de default de países periféricos sobre outros países periféricos, com impactos mínimos no core da UEM. O problema surge a dois níveis: a definição de contágio financeiro está longe de ser consensual na literatura. Ademais, as metodologias para aferir o contágio, ainda que passando maioritariamente pelo procedimento DCC-MGARCH de Engle e Sheppard (2001), tendem a ser multietápicos, não havendo nenhuma standardização sobre quais são essas outras etapas. Oliveira e Santos (2014) forneceram suporte a um procedimento trietápico, assente na possibilidade da identificação em cada momento da fonte, e diferenciando contágio de interdependência. Contudo, as possibilidades de um procedimento único, que numa etapa determinasse o mecanismo de propagação e a existência de contágio estão pouco investigadas. O presente estudo visou, com base em CDS sobre Dívida Soberana, analisar a hipótese de contágio entre países periféricos da zona euro, durante a crise de dívida soberana.Com base nas metodologias DCC-MGARCH (Engle e Shephard 2001) e procedimento trietápico (Oliveira e Santos 2014), concluiu-se que: (i) existe contágio da Espanha para a Itália; (ii) existe interdependência entre Irlanda e Portugal; (iii) existe interdependência entre Irlanda e Espanha; (iii) não existe contágio entre os restantes países. |
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| Autores principais: | Mendes, Célio Miguel Leite |
| Assunto: | Credit Default Swaps Contágio CDS Interdependência Crise subprime Crise de dívida soberana UE Dívida Volatilidade Incumprimento Spreads Basis points Crise Swaps Contagion Interdependence Subprime crisis EU sovereign debt crisis Debt Volatility Default Basis points Crisis |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade Católica Portuguesa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa |
| Resumo: | Diversos estudos, com metodologias diferentes, enfoques variados têm mostrado um ponto comum: que o contágio durante a crise da zona euro, a existir, não é claramente da periferia para o centro. Os mercados tenderam a fazer repercutir as suas expectativas de default de países periféricos sobre outros países periféricos, com impactos mínimos no core da UEM. O problema surge a dois níveis: a definição de contágio financeiro está longe de ser consensual na literatura. Ademais, as metodologias para aferir o contágio, ainda que passando maioritariamente pelo procedimento DCC-MGARCH de Engle e Sheppard (2001), tendem a ser multietápicos, não havendo nenhuma standardização sobre quais são essas outras etapas. Oliveira e Santos (2014) forneceram suporte a um procedimento trietápico, assente na possibilidade da identificação em cada momento da fonte, e diferenciando contágio de interdependência. Contudo, as possibilidades de um procedimento único, que numa etapa determinasse o mecanismo de propagação e a existência de contágio estão pouco investigadas. O presente estudo visou, com base em CDS sobre Dívida Soberana, analisar a hipótese de contágio entre países periféricos da zona euro, durante a crise de dívida soberana.Com base nas metodologias DCC-MGARCH (Engle e Shephard 2001) e procedimento trietápico (Oliveira e Santos 2014), concluiu-se que: (i) existe contágio da Espanha para a Itália; (ii) existe interdependência entre Irlanda e Portugal; (iii) existe interdependência entre Irlanda e Espanha; (iii) não existe contágio entre os restantes países. |
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