Publicação
“Adão e Eva no Paraíso”: a força dominadora do símbolo no dizer de um conto de Eça de Queirós
| Resumo: | «Adão e Eva no Paraíso» é um conto de Eça de Queirós. Nele trava-se um interessante diálogo entre duas visões epistemológicas em permanente confronto: por um lado a Bíblica, representante do criacionismo e, por outro, a perspetiva evolucionista. Eça trava, assim, um interessante diálogo entre as duas perspetivas referidas, nunca excluindo uma em detrimento da outra, assumindo uma posição neutra. A tetractis pitagória serve de estrutura formal ao conto. Esta pirâmide é preenchida e ornamentada com os recursos e a força dominadora que os símbolos lhe emprestam: por um lado, os números concorrem para compor as sequências temporais (da criação e da evolução) que compõem o enredo; por outro, a simbologia dos elementos vai fazendo subir, degrau a degrau, o estado de hominização de Adão, na complementaridade de Eva que bate as pedras da civilização, rumo à perfeição que se manifesta na atividade artística. |
|---|---|
| Autores principais: | Rodrigues, João |
| Outros Autores: | Morgado, Elsa Maria Gabriel; Pereira, Luciana Cabral; Silva, Levi Leonido Fernandes da |
| Assunto: | Discurso simbólico Género textual Conto “Adão e Eva” Eça de Queirós Simbolic discourse Textual genre Short story "Adam and Eve" |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Católica Portuguesa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa |
| Resumo: | «Adão e Eva no Paraíso» é um conto de Eça de Queirós. Nele trava-se um interessante diálogo entre duas visões epistemológicas em permanente confronto: por um lado a Bíblica, representante do criacionismo e, por outro, a perspetiva evolucionista. Eça trava, assim, um interessante diálogo entre as duas perspetivas referidas, nunca excluindo uma em detrimento da outra, assumindo uma posição neutra. A tetractis pitagória serve de estrutura formal ao conto. Esta pirâmide é preenchida e ornamentada com os recursos e a força dominadora que os símbolos lhe emprestam: por um lado, os números concorrem para compor as sequências temporais (da criação e da evolução) que compõem o enredo; por outro, a simbologia dos elementos vai fazendo subir, degrau a degrau, o estado de hominização de Adão, na complementaridade de Eva que bate as pedras da civilização, rumo à perfeição que se manifesta na atividade artística. |
|---|