Publicação
A coleção científica do museu do ISEP : abordagem à conservação e restauro a partir de dois casos de estudo : as pilhas de Grenet e Lechanché
| Resumo: | Os atuais museus de ciência em Portugal, têm, na sua essência, uma origem semelhante. Os seus acervos constituem-se pelos bens materiais que foram adquiridos durante o processo de criação de institutos politécnicos, antigas escolas industriais e universidades, servindo como materiais de apoio ao ensino. Há, portanto, bastante informação histórica relativa à criação das escolas e respetivos laboratórios criados para o ensino, onde se integram estas coleções. Estes bens incluem material impresso (manuais, publicações e catálogos da época) e equipamentos e objetos científico-didáticos para lecionar a componente prática dos cursos em espaços específicos, denominados de estabelecimentos auxiliares de ensino, e são, sempre que possível, também eles, espólio dos museus. Durante a segunda metade do século XIX houve um investimento considerável para a época de forma a equipar e manter atualizados os gabinetes e laboratórios que auxiliavam as aulas. O museu do ISEP é herdeiro de todos esses instrumentos que refletem o que é, ainda hoje a sua bandeira institucional “saber fazer”. À medida que os equipamentos iam ficando desatualizados, deixando de cumprir a função, eram armazenados e substituídos por novos. Os equipamentos foram guardados sujeitos a três mudanças de espaços físicos que o ISEP sofreu. Conjuntamente com os equipamentos foram guardados também os catálogos, manuais e publicações, tais como os materiais de avaliação dos alunos (exames, provas escritas, de desenho, maquetes, etc.) e toda a documentação associada à escola (correspondência, atas, contratos, matrículas, entre muitos outros), que pertencem hoje ao Arquivo Histórico. A natureza destes acervos técnico-científicos implica um diagnóstico muito complexo que conjuga uma análise do estado de conservação da materialidade das peças, com toda a informação relacionada com a sua produção, uso e desafetação do serviço. Os equipamentos e instrumentos foram sendo guardados sem nenhum tipo de preparação ou inativação. E foi dessa forma que as peças chegaram até nós. Tratam-se, em geral, de peças compostas de diferentes materiais que interagiram ou continuam a interagir entre si, originando patologias muito específicas, que não podem ser resolvidas com a simples transferência procedimental de outras áreas da conservação e restauro. Assim, torna-se necessário averiguar todo o percurso de vida das peças por forma a planificar as distintas abordagens de conservação e restauro e musealização, o que implica o envolvimento geracional da comunidade científica que lhe é inerente, e que se revela crucial na tomada de decisão no processo de seleção e de gestão das intervenções. Por norma, as intervenções realizadas no Museu do ISEP, respeitam critérios de uso, mantendo sempre que possível a identidade de cada peça, ou conjunto, em detrimento de uma apresentação meramente estética. A realização deste trabalho, visa contribuir para traçar diretrizes de intervenção e gestão deste tipo de espólios dada a escassez de informação disponível sobre o assunto em Portugal e na Europa de um modo geral. |
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| Autores principais: | Cadeco, Guilhermina Maria Rios da Fonseca Salgado |
| Assunto: | Coleções científicas Museu do ISEP Eletroquímica Pilha de Grenet e Leclanché Conservação Scientific collections ISEP museum Electrochemistry Grenet cells Leclanché cells Conservation |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Católica Portuguesa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa |
| Resumo: | Os atuais museus de ciência em Portugal, têm, na sua essência, uma origem semelhante. Os seus acervos constituem-se pelos bens materiais que foram adquiridos durante o processo de criação de institutos politécnicos, antigas escolas industriais e universidades, servindo como materiais de apoio ao ensino. Há, portanto, bastante informação histórica relativa à criação das escolas e respetivos laboratórios criados para o ensino, onde se integram estas coleções. Estes bens incluem material impresso (manuais, publicações e catálogos da época) e equipamentos e objetos científico-didáticos para lecionar a componente prática dos cursos em espaços específicos, denominados de estabelecimentos auxiliares de ensino, e são, sempre que possível, também eles, espólio dos museus. Durante a segunda metade do século XIX houve um investimento considerável para a época de forma a equipar e manter atualizados os gabinetes e laboratórios que auxiliavam as aulas. O museu do ISEP é herdeiro de todos esses instrumentos que refletem o que é, ainda hoje a sua bandeira institucional “saber fazer”. À medida que os equipamentos iam ficando desatualizados, deixando de cumprir a função, eram armazenados e substituídos por novos. Os equipamentos foram guardados sujeitos a três mudanças de espaços físicos que o ISEP sofreu. Conjuntamente com os equipamentos foram guardados também os catálogos, manuais e publicações, tais como os materiais de avaliação dos alunos (exames, provas escritas, de desenho, maquetes, etc.) e toda a documentação associada à escola (correspondência, atas, contratos, matrículas, entre muitos outros), que pertencem hoje ao Arquivo Histórico. A natureza destes acervos técnico-científicos implica um diagnóstico muito complexo que conjuga uma análise do estado de conservação da materialidade das peças, com toda a informação relacionada com a sua produção, uso e desafetação do serviço. Os equipamentos e instrumentos foram sendo guardados sem nenhum tipo de preparação ou inativação. E foi dessa forma que as peças chegaram até nós. Tratam-se, em geral, de peças compostas de diferentes materiais que interagiram ou continuam a interagir entre si, originando patologias muito específicas, que não podem ser resolvidas com a simples transferência procedimental de outras áreas da conservação e restauro. Assim, torna-se necessário averiguar todo o percurso de vida das peças por forma a planificar as distintas abordagens de conservação e restauro e musealização, o que implica o envolvimento geracional da comunidade científica que lhe é inerente, e que se revela crucial na tomada de decisão no processo de seleção e de gestão das intervenções. Por norma, as intervenções realizadas no Museu do ISEP, respeitam critérios de uso, mantendo sempre que possível a identidade de cada peça, ou conjunto, em detrimento de uma apresentação meramente estética. A realização deste trabalho, visa contribuir para traçar diretrizes de intervenção e gestão deste tipo de espólios dada a escassez de informação disponível sobre o assunto em Portugal e na Europa de um modo geral. |
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