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A perceção das marcas, pais, meios, agências e juristas sobre a atividade dos Kidfluencers como agentes de publicidade

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As plataformas digitais têm vindo a ganhar cada vez mais expressão e a alavancar a comunicação online. Cada vez mais as marcas reconhecem nos media online um recurso estratégico para anunciar os seus produtos e construir relacionamentos sólidos com o seu público. A crescente visibilidade dos influenciadores surgiu como um veículo de comunicação para as marcas, que lhes reconhecem grande capacidade numa função de líderes de opinião, capazes de influenciar o comportamento de compra dos consumidores, através suas recomendações. Da mesma forma, as crianças ganharam relevância no mercado influenciador digital, principalmente no que respeita à influência nos seus pares. Sendo um fenómeno relativamente recente, é importante compreender as perspetivas dos principais stakeholders envolvidos neste processo. Assim, foram auscultadas as perceções de marcas, pais, meios, agências e, sendo um tema sensível e que envolve menores, juristas que trabalham ou trabalharam com menores. Para o efeito, optou-se por uma abordagem de natureza qualitativa, com uma estratégia de inquérito por entrevista, com a realização de 14 entrevistas semiestruturadas: uma a um gestor de marcas infantis de brinquedos; cinco a pais de agregados familiares diferentes sem relações entre si; duas a responsáveis pela direção de publicidade de dois meios distintos; quatro a profissionais de agências; e duas a juristas. A investigação permitiu compreender as perceções das marcas, pais, dos diferentes players no mercado e foi possível ainda enriquecer compreender a perspetiva de dois juristas. Os resultados mostram que as preocupações éticas são muito evidentes e norteiam a preocupação quer de juristas, como agências e meios quando se trata de comunicação com kidfluencers. Por outro lado, é identificada a reduzida dimensão do fenómeno em Portugal, o que leva a que sejam utilizados, nas comunicações para crianças, influenciadores jovens adultos. Ainda que se admita que este é um mercado em crescimento, a par com o de marketing de influência, são ainda mantidas algumas reservas em relação ao mesmo. Continua a ser um fenómeno pouco explorado, principalmente pela sua reduzida dimensão e pelas preocupações éticas que suscita.
Autores principais:Isidoro, Joana Santos
Assunto:Influenciadores Kidfluencers Marketing de influência Marcas Pais Players Children Influencers Influence marketing Brands Parents Players
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Católica Portuguesa
Idioma:português
Origem:Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Descrição
Resumo:As plataformas digitais têm vindo a ganhar cada vez mais expressão e a alavancar a comunicação online. Cada vez mais as marcas reconhecem nos media online um recurso estratégico para anunciar os seus produtos e construir relacionamentos sólidos com o seu público. A crescente visibilidade dos influenciadores surgiu como um veículo de comunicação para as marcas, que lhes reconhecem grande capacidade numa função de líderes de opinião, capazes de influenciar o comportamento de compra dos consumidores, através suas recomendações. Da mesma forma, as crianças ganharam relevância no mercado influenciador digital, principalmente no que respeita à influência nos seus pares. Sendo um fenómeno relativamente recente, é importante compreender as perspetivas dos principais stakeholders envolvidos neste processo. Assim, foram auscultadas as perceções de marcas, pais, meios, agências e, sendo um tema sensível e que envolve menores, juristas que trabalham ou trabalharam com menores. Para o efeito, optou-se por uma abordagem de natureza qualitativa, com uma estratégia de inquérito por entrevista, com a realização de 14 entrevistas semiestruturadas: uma a um gestor de marcas infantis de brinquedos; cinco a pais de agregados familiares diferentes sem relações entre si; duas a responsáveis pela direção de publicidade de dois meios distintos; quatro a profissionais de agências; e duas a juristas. A investigação permitiu compreender as perceções das marcas, pais, dos diferentes players no mercado e foi possível ainda enriquecer compreender a perspetiva de dois juristas. Os resultados mostram que as preocupações éticas são muito evidentes e norteiam a preocupação quer de juristas, como agências e meios quando se trata de comunicação com kidfluencers. Por outro lado, é identificada a reduzida dimensão do fenómeno em Portugal, o que leva a que sejam utilizados, nas comunicações para crianças, influenciadores jovens adultos. Ainda que se admita que este é um mercado em crescimento, a par com o de marketing de influência, são ainda mantidas algumas reservas em relação ao mesmo. Continua a ser um fenómeno pouco explorado, principalmente pela sua reduzida dimensão e pelas preocupações éticas que suscita.