Publicação
Representações cinematográficas da alma de Méliès a Matrix
| Resumo: | Projectando o invisível, nomeadamente a alma, para um ecrã ou outras superfícies, foi sempre uma ambição humana; a sua realização técnica começou nos primórdios da humanidade. Exteriorizar a alma e torná-la visível significava ganhar controlo sobre ela. A sua expressão imagética no nosso imaginário colectivo ocidental ficou influenciada por mitos como 'Orfeu e Eurídice' e por descrições na literatura (por ex. a visita de Ulisses ao Hades em Odisseia de Homero). O Reino dos Mortos e os seus habitantes foram retratadospor muitos pintores (Rubens, Kratzenstein, Kasparides), nos séculos XVIII e XIX, as fantasmagorias de Schröpfer e Robertson anteciparam a ‘fotografia de espíritos’ (Mumler, etc.), mas só a tecnologia da cinematografia iria fornecer o habitat ideal para o património pictórico da alma. Neste artigo serão debatidas algumas das suas várias representações cinematográficas de Méliès a Matrix. |
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| Autores principais: | Bär, Gerald |
| Assunto: | Alma Cinema Fotografia Expressão imagética Soul Photography Imagery |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo original |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Católica Portuguesa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa |
| Resumo: | Projectando o invisível, nomeadamente a alma, para um ecrã ou outras superfícies, foi sempre uma ambição humana; a sua realização técnica começou nos primórdios da humanidade. Exteriorizar a alma e torná-la visível significava ganhar controlo sobre ela. A sua expressão imagética no nosso imaginário colectivo ocidental ficou influenciada por mitos como 'Orfeu e Eurídice' e por descrições na literatura (por ex. a visita de Ulisses ao Hades em Odisseia de Homero). O Reino dos Mortos e os seus habitantes foram retratadospor muitos pintores (Rubens, Kratzenstein, Kasparides), nos séculos XVIII e XIX, as fantasmagorias de Schröpfer e Robertson anteciparam a ‘fotografia de espíritos’ (Mumler, etc.), mas só a tecnologia da cinematografia iria fornecer o habitat ideal para o património pictórico da alma. Neste artigo serão debatidas algumas das suas várias representações cinematográficas de Méliès a Matrix. |
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