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Eutanásia e distanásia: clarificação de conceitos em tempo de COVID-19

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Resumo:Retomar as referências essenciais da ética sobre o que é a eutanásia e a distanásia em tempo de COVID-19, quando a Assembleia da República se prepara para fazer aprovar a legalização da eutanásia; clarificar o que se entende pela expressão “dignidade da morte” ou de “humanização do processo de morrer”, são aspetos importantes que, sem demora, devemos ter em atenção. Se pela eutanásia o homem afirma o seu poder sobre a morte, ao eliminar a pessoas, pela distanásia a homem afirma o seu poder terapêutico obstinado, retadando o fim da vida a todo o custo. É possível, contrariamente à eutanásia e à distanásia, um outro curso de ação: os cuidados de acompanhamento-paliativos que, como prática médica e de enfermagem, são sensíveis ao processo de humanização do morrer ou ao processo de morrer com dignidade e não incorrem na obstinação terapêutica nem no abrebiar ou acelerar a morte. Estes cuidados acompanham e assistem a pessoa doente até ao fim da vida.
Autores principais:Gomes, Carlos Costa
Outros Autores:Araújo, Joana
Assunto:Ética Eutanásia Diatanásia Cuidados paliativos Ethics Euthanasia Dystanasia Palliative care
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade Católica Portuguesa
Idioma:português
Origem:Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Descrição
Resumo:Retomar as referências essenciais da ética sobre o que é a eutanásia e a distanásia em tempo de COVID-19, quando a Assembleia da República se prepara para fazer aprovar a legalização da eutanásia; clarificar o que se entende pela expressão “dignidade da morte” ou de “humanização do processo de morrer”, são aspetos importantes que, sem demora, devemos ter em atenção. Se pela eutanásia o homem afirma o seu poder sobre a morte, ao eliminar a pessoas, pela distanásia a homem afirma o seu poder terapêutico obstinado, retadando o fim da vida a todo o custo. É possível, contrariamente à eutanásia e à distanásia, um outro curso de ação: os cuidados de acompanhamento-paliativos que, como prática médica e de enfermagem, são sensíveis ao processo de humanização do morrer ou ao processo de morrer com dignidade e não incorrem na obstinação terapêutica nem no abrebiar ou acelerar a morte. Estes cuidados acompanham e assistem a pessoa doente até ao fim da vida.