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Transcendência e imanência na palavra intertextual de João de Deus

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As relações intertextuais heteromediais de natureza literária, fundadas muitas vezes na colisão de elementos antitéticos, geram um complexo universo semântico cuja força provém do contínuo jogo de similitudes e contrastes que, por sua vez, surgem no seu interior: rede dialógica em que as constantes operações semiósicas dão origem a citações e paródias, cujo intento é o de subverter todos os nexos lógicos convencionais, os princípios e as normas da cultura dominante que a nossa sociedade aceita, na rigorosa univocidade daqueles. A combinação de elementos aparentemente incompatíveis, como sagrado e profano, popular e erudito, sublime e trivial, tudo reproposto ou alterado por práticas intertextuais, e a constante oscilação entre a transcendência e a imanência, levam à destruição da hierarquia estabelecida dos valores. O ato subversivo monteiriano consiste, portanto, em separar o que é tradicionalmente unido e aproximar o que é geralmente longínquo, de forma a arrombar as restrições do monolinguismo cultural para se abrir à polissemia do mundo.
Autores principais:Giarrusso, Francesco
Assunto:Intertextualidade literária Cinema João César Monteiro Transcendência/imanência Sincretismo linguístico Literary intertextuality Transcendence/immanence Linguistic syncretism
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Católica Portuguesa
Idioma:português
Origem:Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Descrição
Resumo:As relações intertextuais heteromediais de natureza literária, fundadas muitas vezes na colisão de elementos antitéticos, geram um complexo universo semântico cuja força provém do contínuo jogo de similitudes e contrastes que, por sua vez, surgem no seu interior: rede dialógica em que as constantes operações semiósicas dão origem a citações e paródias, cujo intento é o de subverter todos os nexos lógicos convencionais, os princípios e as normas da cultura dominante que a nossa sociedade aceita, na rigorosa univocidade daqueles. A combinação de elementos aparentemente incompatíveis, como sagrado e profano, popular e erudito, sublime e trivial, tudo reproposto ou alterado por práticas intertextuais, e a constante oscilação entre a transcendência e a imanência, levam à destruição da hierarquia estabelecida dos valores. O ato subversivo monteiriano consiste, portanto, em separar o que é tradicionalmente unido e aproximar o que é geralmente longínquo, de forma a arrombar as restrições do monolinguismo cultural para se abrir à polissemia do mundo.