Publicação
Conhecimentos e atitudes dos médicos dentistas na prevenção e diagnóstico precoce do cancro oral
| Resumo: | Introdução: O cancro oral define-se como um grupo de neoplasias malignas que engloba a região da cabeça e pescoço. Recentes estatísticas globais reportaram 377,713 novos casos e 177,757 mortes por cancro oral, em 2020, em todo o mundo. Os médicos dentistas devem estar atentos a todos os sinais e sintomas para fazer um correto diagnóstico e evitar que os pacientes sejam diagnosticados já numa fase avançada da doença. Para além de atuarem na deteção da doença, os médicos dentistas têm também um papel importante na reabilitação, aliviando os efeitos colaterais da terapia oncológica. Objetivos: Determinar os conhecimentos dos médicos dentistas no que diz respeito ao diagnóstico precoce de lesões potencialmente malignas e de cancro oral, bem como analisar as suas atitudes e práticas para a prevenção desta patologia. Materiais e métodos: A amostra foi constituída pelos médicos dentistas que responderam a um questionário online divulgado através de email ou de outras plataformas digitais entre os meses de dezembro de 2022 e fevereiro de 2023.O instrumento de recolha de dados, adaptado dos questionários de Dib (2003) e Horowitz (2000), foi dividido em 4 grupos: I- Caracterização pessoal do profissional de saúde oral; II- Cancro oral e lesões potencialmente malignas; III- Prática clínica de diagnóstico de cancro oral; IV- Opinião pessoal. Após a recolha dos dados, fez-se a codificação e inserção no SPSS, onde se realizou todo o tratamento estatístico descritivo e inferencial. Resultados: Participaram no estudo 102 médicos dentistas. Apesar de a maioria dos profissionais de saúde reconhecer corretamente o género mais afetado pela patologia, bem como o tipo de cancro oral mais comum, apenas 22,5% sabe identificar os locais com maior potencial de malignização. A maioria dos médicos dentistas faz a avaliação das mucosas, língua, palato, pavimento da boca e região retromolar no exame intra-oral. Contudo, destes, nem todos fazem a palpação dos gânglios linfáticos da região da cabeça e pescoço. Menos de metade dos clínicos realizaram uma biópsia durante a sua atividade profissional, por este motivo a maioria dos inquiridos não se sente confortável na realização desta tarefa. Apenas 4,9% dos médicos dentistas considera ter uma capacidade muito boa no diagnóstico de lesões com potencial de malignização ou cancro oral. Ainda não é unânime, entre os inquiridos, que esta profissão seja preponderante na prevenção e deteção do cancro oral. Conclusão: Embora os resultados obtidos neste estudo não tenham sido totalmente decepcionantes, encontrámos algumas lacunas que podem ser melhoradas, nomeadamente no que diz respeito ao conhecimento dos clínicos sobre lesões com potencial maligno. Assim, é fundamental investir na educação e formação nesta área, de forma a consciencializar e travar a evolução desta patologia. |
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| Autores principais: | Silva, Maria Miguel Gomes |
| Assunto: | Cancro oral Lesões potencialmente malignas Fatores de risco Médicos dentistas Diagnóstico precoce Oral cancer Potentially malignant lesions Risk factors Dentists Early diagnosis |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Católica Portuguesa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa |
| Resumo: | Introdução: O cancro oral define-se como um grupo de neoplasias malignas que engloba a região da cabeça e pescoço. Recentes estatísticas globais reportaram 377,713 novos casos e 177,757 mortes por cancro oral, em 2020, em todo o mundo. Os médicos dentistas devem estar atentos a todos os sinais e sintomas para fazer um correto diagnóstico e evitar que os pacientes sejam diagnosticados já numa fase avançada da doença. Para além de atuarem na deteção da doença, os médicos dentistas têm também um papel importante na reabilitação, aliviando os efeitos colaterais da terapia oncológica. Objetivos: Determinar os conhecimentos dos médicos dentistas no que diz respeito ao diagnóstico precoce de lesões potencialmente malignas e de cancro oral, bem como analisar as suas atitudes e práticas para a prevenção desta patologia. Materiais e métodos: A amostra foi constituída pelos médicos dentistas que responderam a um questionário online divulgado através de email ou de outras plataformas digitais entre os meses de dezembro de 2022 e fevereiro de 2023.O instrumento de recolha de dados, adaptado dos questionários de Dib (2003) e Horowitz (2000), foi dividido em 4 grupos: I- Caracterização pessoal do profissional de saúde oral; II- Cancro oral e lesões potencialmente malignas; III- Prática clínica de diagnóstico de cancro oral; IV- Opinião pessoal. Após a recolha dos dados, fez-se a codificação e inserção no SPSS, onde se realizou todo o tratamento estatístico descritivo e inferencial. Resultados: Participaram no estudo 102 médicos dentistas. Apesar de a maioria dos profissionais de saúde reconhecer corretamente o género mais afetado pela patologia, bem como o tipo de cancro oral mais comum, apenas 22,5% sabe identificar os locais com maior potencial de malignização. A maioria dos médicos dentistas faz a avaliação das mucosas, língua, palato, pavimento da boca e região retromolar no exame intra-oral. Contudo, destes, nem todos fazem a palpação dos gânglios linfáticos da região da cabeça e pescoço. Menos de metade dos clínicos realizaram uma biópsia durante a sua atividade profissional, por este motivo a maioria dos inquiridos não se sente confortável na realização desta tarefa. Apenas 4,9% dos médicos dentistas considera ter uma capacidade muito boa no diagnóstico de lesões com potencial de malignização ou cancro oral. Ainda não é unânime, entre os inquiridos, que esta profissão seja preponderante na prevenção e deteção do cancro oral. Conclusão: Embora os resultados obtidos neste estudo não tenham sido totalmente decepcionantes, encontrámos algumas lacunas que podem ser melhoradas, nomeadamente no que diz respeito ao conhecimento dos clínicos sobre lesões com potencial maligno. Assim, é fundamental investir na educação e formação nesta área, de forma a consciencializar e travar a evolução desta patologia. |
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