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Da igualdade à equidade: tensões e desafios de um processo de mudança

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este artigo centra-se no processo evolutivo da escola a partir da institucionalização do ensino básico. Foca-se nas alterações curriculares produzidas a nível legislativo para os 2.º e 3.º ciclos e reconhece elementos de continuidade e de rutura relativamente aos níveis de ensino secundário que os antecedem, onde assinala uma face mais liberal assente na igualdade formal e outra mais socializante de igualdade material, que acrescentou à pedagogia de tratamento uniforme a promoção do acesso universal. Identifica alterações com vista à promoção do sucesso de todos os alunos que introduziram na educação escolar o conceito de equidade, respeitando a diversidade e diferença de tratamento em nome de mais justiça social. Realça também pontos críticos inerentes à hibridez que carateriza os processos de receção e institucionalização das alterações legislativas na escola, frequentemente debatidos em termos dicotómicos, como a relação entre teoria e prática, mecanização e significação no modo de aprender, organização do ensino por disciplinas e por temas, adaptação a uma cultura identitária e construção de uma identidade valorizadora das diferenças, liberdade de decidir e dever de agir em conformidade.
Autores principais:Machado, Joaquim
Assunto:Escola democrática Currículo Autonomia Políticas educacionais Democratic school Curriculum Autonomy Educational policies
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Católica Portuguesa
Idioma:português
Origem:Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Descrição
Resumo:Este artigo centra-se no processo evolutivo da escola a partir da institucionalização do ensino básico. Foca-se nas alterações curriculares produzidas a nível legislativo para os 2.º e 3.º ciclos e reconhece elementos de continuidade e de rutura relativamente aos níveis de ensino secundário que os antecedem, onde assinala uma face mais liberal assente na igualdade formal e outra mais socializante de igualdade material, que acrescentou à pedagogia de tratamento uniforme a promoção do acesso universal. Identifica alterações com vista à promoção do sucesso de todos os alunos que introduziram na educação escolar o conceito de equidade, respeitando a diversidade e diferença de tratamento em nome de mais justiça social. Realça também pontos críticos inerentes à hibridez que carateriza os processos de receção e institucionalização das alterações legislativas na escola, frequentemente debatidos em termos dicotómicos, como a relação entre teoria e prática, mecanização e significação no modo de aprender, organização do ensino por disciplinas e por temas, adaptação a uma cultura identitária e construção de uma identidade valorizadora das diferenças, liberdade de decidir e dever de agir em conformidade.