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Relação entre stresse, recursos psicossociais e sintomatologia depressiva nas mulheres portuguesas : diferenças etárias

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A população feminina apresenta índices elevados de sintomatologia depressiva. Esta elevação está relacionada com variáveis psicológicas e sociodemográficas. O objetivo da investigação é estudar a relação entre a sintomatologia depressiva, stresse, suporte social e autoestima, bem como a relação entre estas variáveis psicossociais e as variáveis sociodemográficas nas mulheres portuguesa. Os instrumentos utilizados foram: o Questionário Socio-demográfico, a Escala de Depressão do Centro de Estudos Epidemiológicos (CES-D), o Questionário de Conservação de Recursos (COR-E), a Escala de Suporte Social (SPS) e a Escala da Autoestima (SES), para avaliar 767 mulheres inscritas na consulta de planeamento familiar, com idades compreendidas entre os 18 e 64 anos. Os resultados revelam que 30.8% das mulheres apresentam sintomatologia depressiva e 87.1% experienciam stresse. Mulheres mais velhas (40-64 anos) apresentam maior sintomatologia depressiva e menor suporte social. O stresse relaciona-se positivamente com a sintomatologia depressiva. Verificaram-se correlações negativas entre o suporte social, o stresse e a sintomatologia depressiva e entre autoestima, o stresse e a sintomatologia depressiva. Mulheres com maior escolaridade apresentam menor sintomatologia depressiva, maior stresse, suporte social e autoestima. O rendimento mais elevado está associado a maior stresse no tempo e no trabalho, maior suporte social e autoestima. Mulheres desempregadas demonstram maior stresse nas condições domésticas, maior sintomatologia depressiva e menor autoestima. Mulheres divorciadas apresentam maior stresse financeiro e sintomatologia depressiva e menor suporte social. E ainda, mulheres religiosas apresentam maior sintomatologia depressiva e menor suporte social. Concluiu-se que mulheres mais velhas apresentam maior risco de doença mental por apresentarem maior sintomatologia depressiva, menor suporte social e menor escolaridade. Salienta-se a importância de implementar programas de intervenção ao nível da saúde mental que tenham como alvo mulheres nos cuidados de saúde primários e programas de intervenção em grupo ao nível da prevenção primária e secundária da sintomatologia depressiva e do stresse, e da promoção da autoestima e do suporte social.
Autores principais:Amorim, Carina Isabel Oliveira
Assunto:Stresse Sintomatologia depressiva Suporte social Autoestima Mulher Diferenças etárias Stress Depressive symptoms Social support Self-esteem Woman Age diferences
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Católica Portuguesa
Idioma:português
Origem:Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Descrição
Resumo:A população feminina apresenta índices elevados de sintomatologia depressiva. Esta elevação está relacionada com variáveis psicológicas e sociodemográficas. O objetivo da investigação é estudar a relação entre a sintomatologia depressiva, stresse, suporte social e autoestima, bem como a relação entre estas variáveis psicossociais e as variáveis sociodemográficas nas mulheres portuguesa. Os instrumentos utilizados foram: o Questionário Socio-demográfico, a Escala de Depressão do Centro de Estudos Epidemiológicos (CES-D), o Questionário de Conservação de Recursos (COR-E), a Escala de Suporte Social (SPS) e a Escala da Autoestima (SES), para avaliar 767 mulheres inscritas na consulta de planeamento familiar, com idades compreendidas entre os 18 e 64 anos. Os resultados revelam que 30.8% das mulheres apresentam sintomatologia depressiva e 87.1% experienciam stresse. Mulheres mais velhas (40-64 anos) apresentam maior sintomatologia depressiva e menor suporte social. O stresse relaciona-se positivamente com a sintomatologia depressiva. Verificaram-se correlações negativas entre o suporte social, o stresse e a sintomatologia depressiva e entre autoestima, o stresse e a sintomatologia depressiva. Mulheres com maior escolaridade apresentam menor sintomatologia depressiva, maior stresse, suporte social e autoestima. O rendimento mais elevado está associado a maior stresse no tempo e no trabalho, maior suporte social e autoestima. Mulheres desempregadas demonstram maior stresse nas condições domésticas, maior sintomatologia depressiva e menor autoestima. Mulheres divorciadas apresentam maior stresse financeiro e sintomatologia depressiva e menor suporte social. E ainda, mulheres religiosas apresentam maior sintomatologia depressiva e menor suporte social. Concluiu-se que mulheres mais velhas apresentam maior risco de doença mental por apresentarem maior sintomatologia depressiva, menor suporte social e menor escolaridade. Salienta-se a importância de implementar programas de intervenção ao nível da saúde mental que tenham como alvo mulheres nos cuidados de saúde primários e programas de intervenção em grupo ao nível da prevenção primária e secundária da sintomatologia depressiva e do stresse, e da promoção da autoestima e do suporte social.