Publicação
A precariedade no setor cultural e criativo em Portugal : as artes do espetáculo
| Resumo: | Neste trabalho apresentam-se os resultados de uma investigação sobre o tema “A Precariedade no Setor Cultural e Criativo em Portugal”, com foco nas artes do espetáculo. O objetivo é conhecer a situação dos profissionais deste setor em Portugal e aferir em que medida é que a sua situação se relaciona com a precarização das condições em que os artistas e demais profissionais do setor trabalham e vivem. Pretende-se ainda entender como é que a pandemia tem afetado estes profissionais. Para isso, elabora-se uma contextualização teórica, a partir da perspetiva de Boltanski e Chiapello (2018) sobre “o novo espírito do capitalismo”, e das análises de Guy Standing (2011) sobre o precariado. Esta contextualização incide nos conceitos de novo espírito do capitalismo, flexibilidade e precariado, nos problemas da apologia da flexibilidade do precariado, e na sua insegurança generalizada. Em seguida, analisa-se o caso português, visando o panorama económico e laboral atual, a formação do precariado em Portugal, o Estatuto do Artista e a precariedade nas artes do espetáculo em Portugal. Segue-se uma identificação das organizações de e para profissionais das artes do espetáculo, e vê-se a mudança de paradigma que a pandemia trouxe a este setor. Recorre-se também à triangulação entre o inquérito por questionário e a entrevista semi-diretiva. Os dados recolhidos permitiram concluir que o enquadramento legal e tributário português ainda não confere as condições necessárias ao exercício da profissão no setor cultural e criativo, mais especificamente, aos profissionais das artes do espetáculo. Aferimos, também, que a pandemia de Covid-19 tem tido um impacto negativo significativo no setor cultural e criativo, com especial incidência nas artes do espetáculo, realçando problemas estruturais no meio que urgem ser resolvidos. Por fim, é possível constatar que as medidas tomadas até à data, para apoio ao setor cultural e criativo não se revelam suficientes nem, em muitos casos, adequadas aos problemas que os profissionais enfrentam e que toldam o seu quotidiano. |
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| Autores principais: | Cardoso, Inês Pereira |
| Assunto: | Artistas Espetáculo Flexibilidade Pandemia Precariedade Artists Flexibility Pandemic Performance Precariat |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Católica Portuguesa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa |
| Resumo: | Neste trabalho apresentam-se os resultados de uma investigação sobre o tema “A Precariedade no Setor Cultural e Criativo em Portugal”, com foco nas artes do espetáculo. O objetivo é conhecer a situação dos profissionais deste setor em Portugal e aferir em que medida é que a sua situação se relaciona com a precarização das condições em que os artistas e demais profissionais do setor trabalham e vivem. Pretende-se ainda entender como é que a pandemia tem afetado estes profissionais. Para isso, elabora-se uma contextualização teórica, a partir da perspetiva de Boltanski e Chiapello (2018) sobre “o novo espírito do capitalismo”, e das análises de Guy Standing (2011) sobre o precariado. Esta contextualização incide nos conceitos de novo espírito do capitalismo, flexibilidade e precariado, nos problemas da apologia da flexibilidade do precariado, e na sua insegurança generalizada. Em seguida, analisa-se o caso português, visando o panorama económico e laboral atual, a formação do precariado em Portugal, o Estatuto do Artista e a precariedade nas artes do espetáculo em Portugal. Segue-se uma identificação das organizações de e para profissionais das artes do espetáculo, e vê-se a mudança de paradigma que a pandemia trouxe a este setor. Recorre-se também à triangulação entre o inquérito por questionário e a entrevista semi-diretiva. Os dados recolhidos permitiram concluir que o enquadramento legal e tributário português ainda não confere as condições necessárias ao exercício da profissão no setor cultural e criativo, mais especificamente, aos profissionais das artes do espetáculo. Aferimos, também, que a pandemia de Covid-19 tem tido um impacto negativo significativo no setor cultural e criativo, com especial incidência nas artes do espetáculo, realçando problemas estruturais no meio que urgem ser resolvidos. Por fim, é possível constatar que as medidas tomadas até à data, para apoio ao setor cultural e criativo não se revelam suficientes nem, em muitos casos, adequadas aos problemas que os profissionais enfrentam e que toldam o seu quotidiano. |
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