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Para uma cultura visual do farol : uma abordagem semiótica a partir do bilhete-postal ilustrado

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Resumo:Para uma Cultura Visual do Farol: uma Abordagem Semiótica a partir do Bilhete-postal Ilustrado analisa um corpus selecionado de postais ilustrados, do século XX, com representações fotográficas de faróis da costa continental portuguesa. Desde a sua introdução em finais do século XIX e ao longo do século XX, o bilhete-postal ilustrado foi um meio de comunicação amplamente utilizado, correspondendo o seu apogeu ao primeiro quartel do último século. Com efeito, o bilhete-postal promoveu a circulação de uma ampla variedade de imagens fotográficas. Porque as imagens que transportou – e ainda transporta – merecem um olhar crítico, nas últimas décadas, veio a originar produção científica prolífica que contribuiu para a sua valorização enquanto objeto cultural complexo. Por isso, o bilhete-postal prefigura-se como um meio adequado para a análise daquele que é o protagonista visual das imagens fotográficas deste estudo: o farol. Por seu lado, os faróis são marcas marítimas imprescindíveis de auxílio à navegação que traçaram um longo trajeto histórico-evolutivo. São edifícios semióticos na medida em que emitem um sinal visual que anuncia uma mensagem simples: “zona de perigo” e “estais aqui” (segurança e geoposicionamento). Os próprios edifícios, pelas respetivas configurações físicas únicas, são sinais e a sua fisionomia surge registada nas cartas náuticas enquanto ponto de referência. Esta pesquisa questiona e investiga o modo como o bilhete-postal ilustrado constrói uma cultura visual do farol e, também, o modo como o farol tem impacto na construção de uma cultura visual. Para atender a estas perguntas, o estudo problematiza e demonstra as características intrínsecas do artefacto compósito bilhete-postal/farol. Ambos os objetos são analisados, nas suas singularidades individuais e no que têm em comum, enquanto meios de transmissão de mensagens, à luz de uma abordagem semiótica. Porque as imagens originais, reunidas em coleção, exibem edifícios da costa continental portuguesa, o estudo enquadra-se na realidade nacional. Como consequência disso, o estudo lança as bases para o entendimento da lógica político-administrativa e da analogia ontológica que fundamenta a fusão dos serviços de comunicações e alumiamento, efetuado pelo Estado, em Portugal, num período específico (1880-1892). O estudo revela, também, as circunstâncias que possibilitaram a união do bilhete-postal ao farol para cumprir o seu objetivo: o studium (Barthes, 2000) do corpus selecionado de bilhetes-postais com imagens fotográficas numa perspetiva denotativa, mas, também, numa perspetiva conotativa com o fito último de desvelar uma cultura visual do farol.
Autores principais:Costa, Maria Teresa da Conceição
Assunto:Bilhete-postal ilustrado Farol Meios de comunicação Semiótica Fotografia Cultura visual Picture postcard Lighthouse Means of communication Semiotics Photography Visual culture
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Católica Portuguesa
Idioma:português
Origem:Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Descrição
Resumo:Para uma Cultura Visual do Farol: uma Abordagem Semiótica a partir do Bilhete-postal Ilustrado analisa um corpus selecionado de postais ilustrados, do século XX, com representações fotográficas de faróis da costa continental portuguesa. Desde a sua introdução em finais do século XIX e ao longo do século XX, o bilhete-postal ilustrado foi um meio de comunicação amplamente utilizado, correspondendo o seu apogeu ao primeiro quartel do último século. Com efeito, o bilhete-postal promoveu a circulação de uma ampla variedade de imagens fotográficas. Porque as imagens que transportou – e ainda transporta – merecem um olhar crítico, nas últimas décadas, veio a originar produção científica prolífica que contribuiu para a sua valorização enquanto objeto cultural complexo. Por isso, o bilhete-postal prefigura-se como um meio adequado para a análise daquele que é o protagonista visual das imagens fotográficas deste estudo: o farol. Por seu lado, os faróis são marcas marítimas imprescindíveis de auxílio à navegação que traçaram um longo trajeto histórico-evolutivo. São edifícios semióticos na medida em que emitem um sinal visual que anuncia uma mensagem simples: “zona de perigo” e “estais aqui” (segurança e geoposicionamento). Os próprios edifícios, pelas respetivas configurações físicas únicas, são sinais e a sua fisionomia surge registada nas cartas náuticas enquanto ponto de referência. Esta pesquisa questiona e investiga o modo como o bilhete-postal ilustrado constrói uma cultura visual do farol e, também, o modo como o farol tem impacto na construção de uma cultura visual. Para atender a estas perguntas, o estudo problematiza e demonstra as características intrínsecas do artefacto compósito bilhete-postal/farol. Ambos os objetos são analisados, nas suas singularidades individuais e no que têm em comum, enquanto meios de transmissão de mensagens, à luz de uma abordagem semiótica. Porque as imagens originais, reunidas em coleção, exibem edifícios da costa continental portuguesa, o estudo enquadra-se na realidade nacional. Como consequência disso, o estudo lança as bases para o entendimento da lógica político-administrativa e da analogia ontológica que fundamenta a fusão dos serviços de comunicações e alumiamento, efetuado pelo Estado, em Portugal, num período específico (1880-1892). O estudo revela, também, as circunstâncias que possibilitaram a união do bilhete-postal ao farol para cumprir o seu objetivo: o studium (Barthes, 2000) do corpus selecionado de bilhetes-postais com imagens fotográficas numa perspetiva denotativa, mas, também, numa perspetiva conotativa com o fito último de desvelar uma cultura visual do farol.