Publicação

Prisão preventiva de menores de 18 anos : perspetivas de profissionais da área da justiça

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Resumo: O presente estudo analisa dados de entrevistas a profissionais que trabalham na área da justiça, com o objetivo de examinar as suas perceções relativamente à aplicação da medida de prisão preventiva a jovens ofensores menores de dezoito anos. Dezassete profissionais foram entrevistados e, a partir da análise de dados, emergiram cinco temas: 1) fatores negativos associados à prisão preventiva; 2) fatores positivos associados à prisão preventiva; 3) medidas de coação alternativas à prisão preventiva; 4) necessidade de existirem alterações da atuação do sistema jurídico perante jovens ofensores; 5) impacto da prisão preventiva na trajetória de vida de jovens ofensores. Os resultados sugerem que a detenção preventiva pode constituir-se como positiva quando a segurança da sociedade é considerada, porém, pode constituir-se como negativa quando somente o jovem ofensor é considerado. Além do mais, a detenção preventiva parece acarretar consequências a longo prazo para o jovem ofensor e para a sociedade, quando este reintegra a sociedade.
Autores principais:Silva, Tiago da Rocha e
Assunto:Jovens detidos Percepções de profissionais Prisão preventiva Detained youth Pre-trial detention Professional perceptions
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Católica Portuguesa
Idioma:português
Origem:Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Descrição
Resumo:Resumo: O presente estudo analisa dados de entrevistas a profissionais que trabalham na área da justiça, com o objetivo de examinar as suas perceções relativamente à aplicação da medida de prisão preventiva a jovens ofensores menores de dezoito anos. Dezassete profissionais foram entrevistados e, a partir da análise de dados, emergiram cinco temas: 1) fatores negativos associados à prisão preventiva; 2) fatores positivos associados à prisão preventiva; 3) medidas de coação alternativas à prisão preventiva; 4) necessidade de existirem alterações da atuação do sistema jurídico perante jovens ofensores; 5) impacto da prisão preventiva na trajetória de vida de jovens ofensores. Os resultados sugerem que a detenção preventiva pode constituir-se como positiva quando a segurança da sociedade é considerada, porém, pode constituir-se como negativa quando somente o jovem ofensor é considerado. Além do mais, a detenção preventiva parece acarretar consequências a longo prazo para o jovem ofensor e para a sociedade, quando este reintegra a sociedade.