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Sexualidade saudável na adolescência : intervenção de enfermagem comunitária

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A adolescência é vista como um período do desenvolvimento humano que envolve diversas mudanças a diversos níveis, sendo o seu desenvolvimento influenciado por fatores interpessoais e socioculturais. A instabilidade inerente a esta fase coincide com o início da atividade sexual para uma parte significativa dos jovens. Contudo, a investigação evidência que esta atividade é realizada (com frequência) associada a comportamentos de risco. Perante esta problemática a promoção de saúde com recurso à educação sexual, enquanto estratégia, é considerada uma das formas de prevenção associadas à saúde sexual e reprodutiva dos adolescentes. Neste âmbito, a escola surge como um contexto altamente privilegiado para a realização promoção da saúde através da educação sexual. Segundo a evidência científica, esta deverá ser realizada com recuso ao desenvolvimento de parcerias entre a saúde, a educação, os estudantes e a família. Como forma de intervir nesta problemática, foi implementado um projeto de intervenção comunitária, com um grupo de alunos de uma escola da área de intervenção da UCC, onde foi realizado o estágio. O projeto foi desenvolvido com base nos problemas identificados no âmbito da sexualidade na adolescência procurando, contribuir para obtenção de potenciais ganhos em saúde, a par com o desenvolvimento de competências profissionais específicas do EEECSP. Para tal, o seu desenvolvimento foi suportado na metodologia do planeamento em saúde de Imperatori & Giraldes (1993), que permitiu uma linha orientadora e fundamentada relativamente às diversas decisões tomadas e à obtenção de resultados mais eficientes. O Modelo de Promoção de Saúde Murdaugh, Parsons e Pender (2019) foi estruturante para a conceptualização do trabalho no âmbito da promoção de saúde. Na tentativa de atender à complexidade da sexualidade na adolescência foi efetuada uma intervenção dirigida a um grupo 141 adolescentes, entre os 15 e os 19 anos, que frequentam a escola onde foram desenvolvidas atividades de educação para a saúde, com o objetivo de aumentar os conhecimentos dos alunos como forma de capacitação para fazer escolhas saudáveis, promovendo a reflexão e consciencialização crítica como forma de vivência saudável da sexualidade. Estes foram os aspetos fulcrais para a evolução e avaliação positivas deste percurso que culminou com potenciais ganhos em saúde no âmbito da sexualidade na adolescência, com uma melhoria da qualidade dos cuidados e também com o desenvolvimento de competências pessoais e competências profissionais específicas do EEECSP.
Autores principais:Domingues, Lígia Susana de Oliveira Morais Pinheiro
Assunto:Enfermagem comunitária Promoção saúde Sexualidade Adolescência Saúde escolar Community nursing Health promotion Sexuality Adolescence School health
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Católica Portuguesa
Idioma:português
Origem:Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Descrição
Resumo:A adolescência é vista como um período do desenvolvimento humano que envolve diversas mudanças a diversos níveis, sendo o seu desenvolvimento influenciado por fatores interpessoais e socioculturais. A instabilidade inerente a esta fase coincide com o início da atividade sexual para uma parte significativa dos jovens. Contudo, a investigação evidência que esta atividade é realizada (com frequência) associada a comportamentos de risco. Perante esta problemática a promoção de saúde com recurso à educação sexual, enquanto estratégia, é considerada uma das formas de prevenção associadas à saúde sexual e reprodutiva dos adolescentes. Neste âmbito, a escola surge como um contexto altamente privilegiado para a realização promoção da saúde através da educação sexual. Segundo a evidência científica, esta deverá ser realizada com recuso ao desenvolvimento de parcerias entre a saúde, a educação, os estudantes e a família. Como forma de intervir nesta problemática, foi implementado um projeto de intervenção comunitária, com um grupo de alunos de uma escola da área de intervenção da UCC, onde foi realizado o estágio. O projeto foi desenvolvido com base nos problemas identificados no âmbito da sexualidade na adolescência procurando, contribuir para obtenção de potenciais ganhos em saúde, a par com o desenvolvimento de competências profissionais específicas do EEECSP. Para tal, o seu desenvolvimento foi suportado na metodologia do planeamento em saúde de Imperatori & Giraldes (1993), que permitiu uma linha orientadora e fundamentada relativamente às diversas decisões tomadas e à obtenção de resultados mais eficientes. O Modelo de Promoção de Saúde Murdaugh, Parsons e Pender (2019) foi estruturante para a conceptualização do trabalho no âmbito da promoção de saúde. Na tentativa de atender à complexidade da sexualidade na adolescência foi efetuada uma intervenção dirigida a um grupo 141 adolescentes, entre os 15 e os 19 anos, que frequentam a escola onde foram desenvolvidas atividades de educação para a saúde, com o objetivo de aumentar os conhecimentos dos alunos como forma de capacitação para fazer escolhas saudáveis, promovendo a reflexão e consciencialização crítica como forma de vivência saudável da sexualidade. Estes foram os aspetos fulcrais para a evolução e avaliação positivas deste percurso que culminou com potenciais ganhos em saúde no âmbito da sexualidade na adolescência, com uma melhoria da qualidade dos cuidados e também com o desenvolvimento de competências pessoais e competências profissionais específicas do EEECSP.