Publicação
Do laivo humanista no Cinema do Pós-Guerra : Ozu, Mizoguchi, Bresson e Rohmer
| Resumo: | No presente trabalho dissertativo fita-se averiguar da viabilidade da consideração de um cinema denominável “humanista”, por meio do afloramento da doutrina do Humanismo e com recurso às cinematografias nacionais que, conforme patenteado pelas avindas posições da literatura, mais vêm logrando ombrear com a hegemónica Hollywood quer na qualidade quer na quantidade das suas produções: a japonesa e a francesa. De entre a abundância de cineastas e obras de monta de que ambas se enformam, ativemo-nos ao corpo fílmico de um quarteto de renomados e idiossincrásicos realizadores que avultaram no pós-guerra: os nipónicos Yasujirō Ozu (1903–1963) e Kenji Mizoguchi (1898–1956), bem como os gauleses Robert Bresson (1901–1999) e Éric Rohmer (1920–2010), dos quais se elegeu para diagnóstico humanista Primavera Tardia (Banshun, 1949), Os Amantes Crucificados (Chikamatsu Monogatari, 1954), Amor e Morte (Mouchette, 1967) e A Minha Noite em Casa de Maud (Ma Nuit Chez Maud, 1969), respectivamente. Apesar de distintos entre si, títulos que tais fazem-se unir por um incontendível denominador comum: a osmose entre conteúdo e forma, a singularidade e apuro da linguagem cinematográfica – marca autógrafa de cada um dos seus quatro auteurs – e a rara capacidade de estimular uma meditação acerca da relação do Homem com a sua condição e o seu fado, predicados sem os quais perderiam da muito própria identidade e do poder arrebatante que afinal lhes valeram a posteridade. |
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| Autores principais: | Rodrigues, Paulo André da Silva |
| Assunto: | Cinema Humanismo Pós-Guerra Ozu Mizoguchi Bresson Rohmer Humanism Post-War |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade Católica Portuguesa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa |
| Resumo: | No presente trabalho dissertativo fita-se averiguar da viabilidade da consideração de um cinema denominável “humanista”, por meio do afloramento da doutrina do Humanismo e com recurso às cinematografias nacionais que, conforme patenteado pelas avindas posições da literatura, mais vêm logrando ombrear com a hegemónica Hollywood quer na qualidade quer na quantidade das suas produções: a japonesa e a francesa. De entre a abundância de cineastas e obras de monta de que ambas se enformam, ativemo-nos ao corpo fílmico de um quarteto de renomados e idiossincrásicos realizadores que avultaram no pós-guerra: os nipónicos Yasujirō Ozu (1903–1963) e Kenji Mizoguchi (1898–1956), bem como os gauleses Robert Bresson (1901–1999) e Éric Rohmer (1920–2010), dos quais se elegeu para diagnóstico humanista Primavera Tardia (Banshun, 1949), Os Amantes Crucificados (Chikamatsu Monogatari, 1954), Amor e Morte (Mouchette, 1967) e A Minha Noite em Casa de Maud (Ma Nuit Chez Maud, 1969), respectivamente. Apesar de distintos entre si, títulos que tais fazem-se unir por um incontendível denominador comum: a osmose entre conteúdo e forma, a singularidade e apuro da linguagem cinematográfica – marca autógrafa de cada um dos seus quatro auteurs – e a rara capacidade de estimular uma meditação acerca da relação do Homem com a sua condição e o seu fado, predicados sem os quais perderiam da muito própria identidade e do poder arrebatante que afinal lhes valeram a posteridade. |
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