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ESPERANÇA, o dom de ver para além do visível : uma proposta à luz da Unidade Letiva 2 do 5 ano
| Resumo: | O presente Relatório Final da Prática de Ensino Supervisionada pretende refletir se num mundo pautado pela superficialidade, estarão os alunos despertos para a espera e para a confiança? Estarão conscientes de que a proposta do Advento como caminho de espera é importante para cultivar o dom da esperança? Através da pedagogia do serviço, os alunos tornam-se mais conscientes de que a esperança não é um sentimento só deles, mas que implica a sua atuação no mundo, ser-se esperança para o outro, para a comunidade: «...a esperança em sentido cristão é sempre esperança também para os outros. E é a esperança activa que nos faz lutar para que as coisas não caminhem para o “fim perverso”.»Afinal «como seria possível viver neste mundo sem confiar que haverá à nossa espera um mundo melhor?» Em primeiro lugar, é fundamental observar que, para os cristãos o Advento e o Natal nos trazem a maior dádiva de Deus, o Seu filho Jesus Cristo, que é a concretização da esperança cristã que advém do Antigo Testamento, isto é, da Aliança de Deus com o Seu Povo. Logo se pode afirmar que a esperança é um dom, algo que nos é dado por Deus como instrumento para que, num mundo marcado pela inquietude, possamos viver em Graça. Promover o encontro com o outro nas gerações mais jovens, especialmente com os que se sentem excluídos é a missão da Educação Moral e Religiosa Católica [EMRC]. A pedagogia do serviço, a partir da lecionação da Unidade Letiva número dois do quinto ano – “Advento e Natal” parte da fé em Jesus, que Se faz presente no próximo, um menino pobre e indefeso, mas que trouxe uma grande luz e riqueza ao mundo: a demonstração de que a felicidade e a salvação passam pela entrega ao outro. Pretende-se demonstrar que, partindo do estudo do significado dos vários sinais e símbolos referenciados nesta unidade letiva, os alunos serão capazes de reconhecer a importância de se ser esperança no mundo, na sua forma de ser e de estar em sociedade e, de modo mais concreto, no contexto escolar. O recurso à simbologia representa uma forma de inculturação da fé no mundo atual desligado do espiritual e submerso na superficialidade. Para as crianças de dez anos é difícil saber esperar, quando o mundo à sua volta apela ao imediato. Modificar este pensamento usando o exemplo do Advento como tempo de espera, pelo recurso ao simbolismo, possibilitou aos alunos uma outra visão, e uma maior consciência de que tudo se obtém se soubermos esperar com esperança. |
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| Autores principais: | Rodrigues, Elisabete Maria Batista |
| Assunto: | Esperança Símbolo Advento Natal Invisível Simbologia Pedagogia do serviço Educar Hope Symbol Advent Christmas Invisible Symbology Pedagogy of service |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Católica Portuguesa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa |
| Resumo: | O presente Relatório Final da Prática de Ensino Supervisionada pretende refletir se num mundo pautado pela superficialidade, estarão os alunos despertos para a espera e para a confiança? Estarão conscientes de que a proposta do Advento como caminho de espera é importante para cultivar o dom da esperança? Através da pedagogia do serviço, os alunos tornam-se mais conscientes de que a esperança não é um sentimento só deles, mas que implica a sua atuação no mundo, ser-se esperança para o outro, para a comunidade: «...a esperança em sentido cristão é sempre esperança também para os outros. E é a esperança activa que nos faz lutar para que as coisas não caminhem para o “fim perverso”.»Afinal «como seria possível viver neste mundo sem confiar que haverá à nossa espera um mundo melhor?» Em primeiro lugar, é fundamental observar que, para os cristãos o Advento e o Natal nos trazem a maior dádiva de Deus, o Seu filho Jesus Cristo, que é a concretização da esperança cristã que advém do Antigo Testamento, isto é, da Aliança de Deus com o Seu Povo. Logo se pode afirmar que a esperança é um dom, algo que nos é dado por Deus como instrumento para que, num mundo marcado pela inquietude, possamos viver em Graça. Promover o encontro com o outro nas gerações mais jovens, especialmente com os que se sentem excluídos é a missão da Educação Moral e Religiosa Católica [EMRC]. A pedagogia do serviço, a partir da lecionação da Unidade Letiva número dois do quinto ano – “Advento e Natal” parte da fé em Jesus, que Se faz presente no próximo, um menino pobre e indefeso, mas que trouxe uma grande luz e riqueza ao mundo: a demonstração de que a felicidade e a salvação passam pela entrega ao outro. Pretende-se demonstrar que, partindo do estudo do significado dos vários sinais e símbolos referenciados nesta unidade letiva, os alunos serão capazes de reconhecer a importância de se ser esperança no mundo, na sua forma de ser e de estar em sociedade e, de modo mais concreto, no contexto escolar. O recurso à simbologia representa uma forma de inculturação da fé no mundo atual desligado do espiritual e submerso na superficialidade. Para as crianças de dez anos é difícil saber esperar, quando o mundo à sua volta apela ao imediato. Modificar este pensamento usando o exemplo do Advento como tempo de espera, pelo recurso ao simbolismo, possibilitou aos alunos uma outra visão, e uma maior consciência de que tudo se obtém se soubermos esperar com esperança. |
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