Publicação
O impacto dos determinantes sociais na ansiedade das famílias imigrantes refugiados
| Resumo: | Desde a Segunda Guerra Mundial que, na Europa, se tem refletido uma afluência de refugiados sem antecedentes, contudo o fenómeno tornou-se ainda mais evidente nestes últimos anos. Surge, portanto, a necessidade de compreender os fatores que promovem a integração dos refugiados e visam garantir os seus direitos à saúde psicológica, bem como as estratégias usadas pelos programas e projetos criados para acompanhar a integração dos mesmos em Portugal. A presente investigação tem como objetivo refletir sobre os processos de integração de refugiados e suas repercussões na saúde psicológica dos mesmos. Recorreu-se a um estudo qualitativo de natureza exploratória-descritiva, entrevistando cinco técnicos que trabalham em organizações de acolhimento e integração de refugiados – três do sexo feminino e dois do sexo masculino, com idades compreendidas entre 25 e os 55 anos. Foi aplicado um questionário sociodemográfico e uma entrevista semiestruturada elaborada especificamente para este estudo. Dentro dos resultados obtidos destacam-se a relevância das barreiras de integração, que dizem respeito às dificuldades de tipo organizativo e prático, como arrendamento de casas e dificuldade no domínio da língua, entre outros. Sobretudo, fica evidenciado que o programa de acompanhamento para o acolhimento tem a duração de 18 meses, e é financiado pela União Europeia ou por organizações internacionais, e consiste num acompanhamento em todas as dimensões da vida desta população; contudo, abrange apenas questões de tipo organizativo, mas resulta carente no apoio psicológico e de suporte para uma população gravemente afetada por catástrofes, guerras, lutos e perdas existenciais importantes, que se afiguram como uma forte predisposição a sofrer de ansiedade da stress pós-traumático. |
|---|---|
| Autores principais: | Vilaça, Catarina Leite |
| Assunto: | Refugiados Saúde mental Ansiedade Integração Portugal Refugees Mental health Anxiety Integration |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Católica Portuguesa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa |
| Resumo: | Desde a Segunda Guerra Mundial que, na Europa, se tem refletido uma afluência de refugiados sem antecedentes, contudo o fenómeno tornou-se ainda mais evidente nestes últimos anos. Surge, portanto, a necessidade de compreender os fatores que promovem a integração dos refugiados e visam garantir os seus direitos à saúde psicológica, bem como as estratégias usadas pelos programas e projetos criados para acompanhar a integração dos mesmos em Portugal. A presente investigação tem como objetivo refletir sobre os processos de integração de refugiados e suas repercussões na saúde psicológica dos mesmos. Recorreu-se a um estudo qualitativo de natureza exploratória-descritiva, entrevistando cinco técnicos que trabalham em organizações de acolhimento e integração de refugiados – três do sexo feminino e dois do sexo masculino, com idades compreendidas entre 25 e os 55 anos. Foi aplicado um questionário sociodemográfico e uma entrevista semiestruturada elaborada especificamente para este estudo. Dentro dos resultados obtidos destacam-se a relevância das barreiras de integração, que dizem respeito às dificuldades de tipo organizativo e prático, como arrendamento de casas e dificuldade no domínio da língua, entre outros. Sobretudo, fica evidenciado que o programa de acompanhamento para o acolhimento tem a duração de 18 meses, e é financiado pela União Europeia ou por organizações internacionais, e consiste num acompanhamento em todas as dimensões da vida desta população; contudo, abrange apenas questões de tipo organizativo, mas resulta carente no apoio psicológico e de suporte para uma população gravemente afetada por catástrofes, guerras, lutos e perdas existenciais importantes, que se afiguram como uma forte predisposição a sofrer de ansiedade da stress pós-traumático. |
|---|