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A voz das crianças : uma análise das actividades de enriquecimento curricular

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A investigação “A Voz das Crianças: Uma Análise das Actividades de Enriquecimento Curricular” reconhece as crianças como actores sociais, sujeitos de direitos e como tal, com direito à participação em assuntos do seu interesse. As Actividades de Enriquecimento Curricular vieram preencher o seu tempo sem que para tal tenham sido ouvidas. E se participar significa “tomar parte em”, verifica-se a necessidade de ouvir o que as crianças têm a dizer sobre este tempo que é o seu, sobre a escola que é a sua, sobre o jogo e o brincar que deixaram de ser seus. É neste pressuposto, de que é através da acção e da voz das crianças, na pluralidade das suas linguagens, que é possível a construção de um conjunto de conhecimentos teóricos válidos que contribuam para uma melhor intervenção educativa com crianças. Esta investigação, enquadrada no paradigma qualitativo, de natureza participativa, procura interpretar os significados atribuídos pelas crianças, a vivências do seu quotidiano, particularmente no que diz respeito à gestão do seu quotidiano, quer no que concerne ao tempo em que frequentam as Actividades de Enriquecimento Curricular, quer no que realizam após estas actividades. O trabalho de investigação, que decorreu em duas escolas de contextos distintos – uma situada em meio rural e que recebe crianças de freguesias rurais, outra situada em meio urbano, que recebe crianças de meio urbano –, e que envolve a totalidade das crianças que frequentam as Actividades de Enriquecimento Curricular, apresenta a interpretação que as crianças fazem destas actividades, do que realizam e do que fica por concretizar, o que “estudam” e o que fica por brincar. Este trabalho é sustentado por um referencial teórico como o currículo, funções da escola, democracia, participação, jogo, que permitiram interpretar e questionar a participação infantil na gestão do tempo que as crianças (não) fazem no seu quotidiano e a participação que (não) têm em assuntos do seu interesse.
Autores principais:Soutinho, Florbela de Almeida Correia
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Católica Portuguesa
Idioma:português
Origem:Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Descrição
Resumo:A investigação “A Voz das Crianças: Uma Análise das Actividades de Enriquecimento Curricular” reconhece as crianças como actores sociais, sujeitos de direitos e como tal, com direito à participação em assuntos do seu interesse. As Actividades de Enriquecimento Curricular vieram preencher o seu tempo sem que para tal tenham sido ouvidas. E se participar significa “tomar parte em”, verifica-se a necessidade de ouvir o que as crianças têm a dizer sobre este tempo que é o seu, sobre a escola que é a sua, sobre o jogo e o brincar que deixaram de ser seus. É neste pressuposto, de que é através da acção e da voz das crianças, na pluralidade das suas linguagens, que é possível a construção de um conjunto de conhecimentos teóricos válidos que contribuam para uma melhor intervenção educativa com crianças. Esta investigação, enquadrada no paradigma qualitativo, de natureza participativa, procura interpretar os significados atribuídos pelas crianças, a vivências do seu quotidiano, particularmente no que diz respeito à gestão do seu quotidiano, quer no que concerne ao tempo em que frequentam as Actividades de Enriquecimento Curricular, quer no que realizam após estas actividades. O trabalho de investigação, que decorreu em duas escolas de contextos distintos – uma situada em meio rural e que recebe crianças de freguesias rurais, outra situada em meio urbano, que recebe crianças de meio urbano –, e que envolve a totalidade das crianças que frequentam as Actividades de Enriquecimento Curricular, apresenta a interpretação que as crianças fazem destas actividades, do que realizam e do que fica por concretizar, o que “estudam” e o que fica por brincar. Este trabalho é sustentado por um referencial teórico como o currículo, funções da escola, democracia, participação, jogo, que permitiram interpretar e questionar a participação infantil na gestão do tempo que as crianças (não) fazem no seu quotidiano e a participação que (não) têm em assuntos do seu interesse.