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Evidências clínicas das parafunções em dentes anteriores

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Detalhes bibliográficos
Resumo:INTRODUÇÃO: As parafunções do sistema estomatognático, consistem numa atividade neuromuscular sem qualquer propósito funcional. Decorrente destes hábitos nocivos podem surgir malformações a nível dentário, esquelético e tecidular, bem como evidências clínicas que atestem a sua presença, como desgaste dentário e fissuras dentárias. MATERIAIS E MÉTODOS: Foi realizado um estudo observacional transversal, clínico e sem intervenção. A amostra foi constituída por 103 indivíduos, aos quais foi realizado um exame clínico pelo investigador principal e aplicado um questionário de forma a verificar a existência de sinais clínicos de atividade parafuncional nos dentes anteriores. OBJETIVOS: Determinar a prevalência de hábitos parafuncionais, bem como detetar sinais clínicos por eles causados, de modo a estabelecer uma eventual relação de causaefeito, dentro de uma população bem definida. RESULTADOS: 16 dos 18 hábitos analisados demonstraram surgir com maior prevalência em indivíduos do género feminino. Os hábitos mais prevalentes foram a utilização de pastilha elástica e apoiar o queixo na mão. Os caninos na arcada superior e os incisivos centrais na arcada inferior foram os dentes mais afetados por desgastes. Os incisivos centrais superiores foram os dentes que apresentaram maior número de fissuras. A maioria dos estudantes referiu um aumento da frequência dos seus hábitos parafuncionais com a proximidade de avaliações teóricas e práticas e mencionou um aumento ligeiro durante o confinamento social. CONCLUSÃO: Determinou-se a existência de correlações entre as parafunções e os sinais clínicos evidenciados pelos dentes anteriores, revelando-se estes achados bastante úteis no diagnóstico precoce de parafunções.
Autores principais:Martins, Pedro João Lamelas Alves
Assunto:Parafunções Hábitos orais Dentes anteriores Fissuras dentárias Desgaste dentário Parafunctions Oral habits Anterior teeth Dental fissures ToothWear
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Católica Portuguesa
Idioma:português
Origem:Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Descrição
Resumo:INTRODUÇÃO: As parafunções do sistema estomatognático, consistem numa atividade neuromuscular sem qualquer propósito funcional. Decorrente destes hábitos nocivos podem surgir malformações a nível dentário, esquelético e tecidular, bem como evidências clínicas que atestem a sua presença, como desgaste dentário e fissuras dentárias. MATERIAIS E MÉTODOS: Foi realizado um estudo observacional transversal, clínico e sem intervenção. A amostra foi constituída por 103 indivíduos, aos quais foi realizado um exame clínico pelo investigador principal e aplicado um questionário de forma a verificar a existência de sinais clínicos de atividade parafuncional nos dentes anteriores. OBJETIVOS: Determinar a prevalência de hábitos parafuncionais, bem como detetar sinais clínicos por eles causados, de modo a estabelecer uma eventual relação de causaefeito, dentro de uma população bem definida. RESULTADOS: 16 dos 18 hábitos analisados demonstraram surgir com maior prevalência em indivíduos do género feminino. Os hábitos mais prevalentes foram a utilização de pastilha elástica e apoiar o queixo na mão. Os caninos na arcada superior e os incisivos centrais na arcada inferior foram os dentes mais afetados por desgastes. Os incisivos centrais superiores foram os dentes que apresentaram maior número de fissuras. A maioria dos estudantes referiu um aumento da frequência dos seus hábitos parafuncionais com a proximidade de avaliações teóricas e práticas e mencionou um aumento ligeiro durante o confinamento social. CONCLUSÃO: Determinou-se a existência de correlações entre as parafunções e os sinais clínicos evidenciados pelos dentes anteriores, revelando-se estes achados bastante úteis no diagnóstico precoce de parafunções.