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O Clero catedralício português e os equilíbrios sociais do poder (1564‑1670)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Ao longo dos séculos XVI e XVII, ainda que a Coroa e os bispos tenham visto a sua autoridade reforçada, os cabidos mantiveram-se como um corpo privilegiado. Aos cabidos continuou a estar garantida uma margem de autonomia face a quem os queria submetidos e subordinados. Tal provocou inúmeros jogos e lutas de poder no quadro de uma sociedade marcada por uma grande variedade de privilégios e diferentes jurisdições. Uma autêntica fragmentação de poder distribuído, ainda que assimetricamente, por diversos corpos sociais. Entre eles os cabidos, instituições eclesiásticas locais, mas que surgiam como “cabeças do clero” nas lutas em que enfrentavam os avanços quer do poder episcopal, quer da própria Coroa. Neste estudo procura-se introduzir estes atores em debates historiográficos dos quais têm estado praticamente à margem, nomeadamente aquele que se tem debruçado sobre o poder na Época Moderna. A História da Igreja é retirada das suas “capelas”, sendo introduzida de forma mais direta na história política e constitucional do Antigo Regime. Ao mesmo tempo, esta obra torna mais “eclesiástico” o debate sobre a formação do Estado Moderno, ainda que sem entrar diretamente em tal discussão.
Autores principais:Silva, Hugo Ribeiro da
Assunto:Igreja Católica Clero catedralício Dioceses Concílio de Trento
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Católica Portuguesa
Idioma:português
Origem:Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Descrição
Resumo:Ao longo dos séculos XVI e XVII, ainda que a Coroa e os bispos tenham visto a sua autoridade reforçada, os cabidos mantiveram-se como um corpo privilegiado. Aos cabidos continuou a estar garantida uma margem de autonomia face a quem os queria submetidos e subordinados. Tal provocou inúmeros jogos e lutas de poder no quadro de uma sociedade marcada por uma grande variedade de privilégios e diferentes jurisdições. Uma autêntica fragmentação de poder distribuído, ainda que assimetricamente, por diversos corpos sociais. Entre eles os cabidos, instituições eclesiásticas locais, mas que surgiam como “cabeças do clero” nas lutas em que enfrentavam os avanços quer do poder episcopal, quer da própria Coroa. Neste estudo procura-se introduzir estes atores em debates historiográficos dos quais têm estado praticamente à margem, nomeadamente aquele que se tem debruçado sobre o poder na Época Moderna. A História da Igreja é retirada das suas “capelas”, sendo introduzida de forma mais direta na história política e constitucional do Antigo Regime. Ao mesmo tempo, esta obra torna mais “eclesiástico” o debate sobre a formação do Estado Moderno, ainda que sem entrar diretamente em tal discussão.