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As vivências do familiar cuidador no regresso a casa do idoso dependente, após o internamento em cuidados intensivos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O envelhecimento populacional tem-se manifestado também nas unidades de cuidados intensivos. Os sobreviventes de doença grave são agora idosos, já com fragilidade e vulnerabilidade prévias, que retornam à comunidade ainda mais fragilizados e a necessitar de maior suporte familiar, exigindo aos cuidadores conhecimento e preparação no regresso a casa do idoso dependente. Partilhando desta preocupação, desenvolvemos um estudo, cujo objetivo principal foi compreender a vivência do Familiar Cuidador aquando do regresso a casa do idoso dependente, após o internamento em cuidados intensivos, identificando fatores facilitadores e dificultadores nesta vivência, as estratégias utilizadas, bem como as expectativas quanto ao futuro, perspetivando uma assistência de enfermagem holística. Optamos por uma abordagem fenomenológica-hermenêutica. Realizamos oito entrevistas. As narrativas foram interpretadas de acordo com os pressupostos de van Manen. Emergiram três temas: “Como tudo começou” onde se compreende a importância da notícia do internamento, do período de internamento do idoso em cuidados intensivos e se reconhece como os participantes decidiram ser cuidadores. O tema “Agora Cuidador: a vivência”, descreve os sentimentos experienciados no papel de cuidador, as dificuldades sentidas, as estratégias implementadas e os recursos utilizados. Identifica-se o idoso como parte ativa no processo de cuidar, podendo ser facilitador ou dificultador. Por fim, o tema “Uma vida diferente”, revela como os participantes encaram a nova vida, neste papel de cuidador. Concluímos que a vivência do Familiar Cuidador no regresso a casa do idoso dependente, após o internamento em cuidados intensivos, compreende o confronto com um evento súbito de doença grave e o que esta implica. Aquando da perspetiva do regresso a casa do idoso, surge o confronto com a necessidade de identificar quem vai cuidar. No regresso a casa do idoso, a vivência de Ser Cuidador encerra a experiência de sentimentos, de atributo mais ou menos positivo, experienciam-se dificuldades, implementam-se estratégias e ativam-se recursos. O sentido atribuído ao cuidado ao idoso, pelos Familiares Cuidadores, contribui para a aceitação e integração deste papel, manifestando-se satisfeitos com a nova vida ou, por outro lado, a frustração com o papel, torna-os insatisfeitos com a vida, desejando a sua vida de volta. O conhecimento desta vivência, abre a perspetiva de uma prática de enfermagem adequada e específica relativamente à preparação do Familiar Cuidador para o regresso a casa do idoso dependente após o internamento em cuidados intensivos.
Autores principais:Veiga, Cláudia Machado Vales
Assunto:Idoso Familiar cuidador Cuidados Intensivos Experiência de vida Alta hospitalar Elderly Family caregiver Intensive care Life experience Hospital discharge
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Católica Portuguesa
Idioma:português
Origem:Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Descrição
Resumo:O envelhecimento populacional tem-se manifestado também nas unidades de cuidados intensivos. Os sobreviventes de doença grave são agora idosos, já com fragilidade e vulnerabilidade prévias, que retornam à comunidade ainda mais fragilizados e a necessitar de maior suporte familiar, exigindo aos cuidadores conhecimento e preparação no regresso a casa do idoso dependente. Partilhando desta preocupação, desenvolvemos um estudo, cujo objetivo principal foi compreender a vivência do Familiar Cuidador aquando do regresso a casa do idoso dependente, após o internamento em cuidados intensivos, identificando fatores facilitadores e dificultadores nesta vivência, as estratégias utilizadas, bem como as expectativas quanto ao futuro, perspetivando uma assistência de enfermagem holística. Optamos por uma abordagem fenomenológica-hermenêutica. Realizamos oito entrevistas. As narrativas foram interpretadas de acordo com os pressupostos de van Manen. Emergiram três temas: “Como tudo começou” onde se compreende a importância da notícia do internamento, do período de internamento do idoso em cuidados intensivos e se reconhece como os participantes decidiram ser cuidadores. O tema “Agora Cuidador: a vivência”, descreve os sentimentos experienciados no papel de cuidador, as dificuldades sentidas, as estratégias implementadas e os recursos utilizados. Identifica-se o idoso como parte ativa no processo de cuidar, podendo ser facilitador ou dificultador. Por fim, o tema “Uma vida diferente”, revela como os participantes encaram a nova vida, neste papel de cuidador. Concluímos que a vivência do Familiar Cuidador no regresso a casa do idoso dependente, após o internamento em cuidados intensivos, compreende o confronto com um evento súbito de doença grave e o que esta implica. Aquando da perspetiva do regresso a casa do idoso, surge o confronto com a necessidade de identificar quem vai cuidar. No regresso a casa do idoso, a vivência de Ser Cuidador encerra a experiência de sentimentos, de atributo mais ou menos positivo, experienciam-se dificuldades, implementam-se estratégias e ativam-se recursos. O sentido atribuído ao cuidado ao idoso, pelos Familiares Cuidadores, contribui para a aceitação e integração deste papel, manifestando-se satisfeitos com a nova vida ou, por outro lado, a frustração com o papel, torna-os insatisfeitos com a vida, desejando a sua vida de volta. O conhecimento desta vivência, abre a perspetiva de uma prática de enfermagem adequada e específica relativamente à preparação do Familiar Cuidador para o regresso a casa do idoso dependente após o internamento em cuidados intensivos.