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Regulação e autonomia: medidas e legitimação de uma política híbrida

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A política de regulação da educação comporta uma perspetiva de autonomia da escola. Este artigo analisa a evolução da autonomia da escola em Portugal, sem esquecer a sua condição de unidade organizativa da administração pública central. Contextualiza a fase de germinação da ideia de “escola autónoma” a partir de direitos constitucionais e princípios gerais de organização do sistema educativo e, debruçando-se sobre a fase mais longa da sua materialização legislativa, distingue competências e poderes reconhecidos às escolas em áreas importantes da ação organizacional, bem como os instrumentos criados para o controlo do processo da implementação da autonomia. A análise desse corpus legislativo português sobre a organização e gestão do sistema educativo e das escolas identifica um processo padronizado de intervenção da administração centralizada, a orientação das sucessivas medidas ora mais no sentido de autonomia, ora mais no sentido de heteronomia, a conjugação de conceitos característicos de áreas disciplinares diferentes para a sua legitimação, e a introdução de novos e mais eficazes meios de controlo, valorizadores da participação em conformidade com o legalmente instituído mais do que da instituição genuína.
Autores principais:Machado, Joaquim
Assunto:Regulação Autonomia Participação Responsabilidade Regulation Autonomy Participation Accountability
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Católica Portuguesa
Idioma:português
Origem:Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Descrição
Resumo:A política de regulação da educação comporta uma perspetiva de autonomia da escola. Este artigo analisa a evolução da autonomia da escola em Portugal, sem esquecer a sua condição de unidade organizativa da administração pública central. Contextualiza a fase de germinação da ideia de “escola autónoma” a partir de direitos constitucionais e princípios gerais de organização do sistema educativo e, debruçando-se sobre a fase mais longa da sua materialização legislativa, distingue competências e poderes reconhecidos às escolas em áreas importantes da ação organizacional, bem como os instrumentos criados para o controlo do processo da implementação da autonomia. A análise desse corpus legislativo português sobre a organização e gestão do sistema educativo e das escolas identifica um processo padronizado de intervenção da administração centralizada, a orientação das sucessivas medidas ora mais no sentido de autonomia, ora mais no sentido de heteronomia, a conjugação de conceitos característicos de áreas disciplinares diferentes para a sua legitimação, e a introdução de novos e mais eficazes meios de controlo, valorizadores da participação em conformidade com o legalmente instituído mais do que da instituição genuína.