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O impacto das alterações à IFRS 9 no setor bancário

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A crise financeira internacional alertou para alguns problemas na mensuração dos instrumentos financeiros, nomeadamente no reconhecimento de perdas por aumento do risco de crédito, o que contribuiu para a descredibilização do sistema bancário. Atento a este contexto, o IASB, organismo responsável pela emissão de normas de contabilidade que estão na base das normas em vigor na União Europeia, publicou em julho de 2014 a norma contabilística aplicável a instrumentos financeiros, a IFRS 9, que substituiu a anterior IAS 39, com o objetivo de preencher as lacunas identificadas no anterior normativo. A presente dissertação pretende avaliar o impacto dos novos requisitos associados à entrada em vigor a IFRS 9 sobre vários indicadores económicofinanceiros das instituições financeiras em Portugal. Para o efeito, estudou-se a significância das diferenças resultantes nos rácios de capital regulamentar instituídos pelo Acordo de Basileia III, rentabilidade e estrutura, calculados de acordo com os dados antes e após a implementação da IFRS 9. Para a elaboração desta investigação, foi selecionado um universo de 30 empresas do setor financeiro que iniciaram a aplicação da IFRS 9 à data de 1 de janeiro de 2018. De acordo com os resultados do teste estatístico produzido, identificou-se relevância estatística para as diferenças entre os rácios calculados antes e após a adoção da IFRS 9, nomeadamente no Common Equity Tier 1 Ratio, Tier 1 Ratio e Total Capital Ratio.
Autores principais:Ribeiro, Gabriela Sofia da Silva
Assunto:Instrumentos financeiros Harmonização contabilística IFRS 9 Acordo de Basileia III Modelo das perdas de crédito esperadas Financial instruments Accounting harmonisation Basel III agreement Expected credit loss model ECL
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade Católica Portuguesa
Idioma:português
Origem:Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Descrição
Resumo:A crise financeira internacional alertou para alguns problemas na mensuração dos instrumentos financeiros, nomeadamente no reconhecimento de perdas por aumento do risco de crédito, o que contribuiu para a descredibilização do sistema bancário. Atento a este contexto, o IASB, organismo responsável pela emissão de normas de contabilidade que estão na base das normas em vigor na União Europeia, publicou em julho de 2014 a norma contabilística aplicável a instrumentos financeiros, a IFRS 9, que substituiu a anterior IAS 39, com o objetivo de preencher as lacunas identificadas no anterior normativo. A presente dissertação pretende avaliar o impacto dos novos requisitos associados à entrada em vigor a IFRS 9 sobre vários indicadores económicofinanceiros das instituições financeiras em Portugal. Para o efeito, estudou-se a significância das diferenças resultantes nos rácios de capital regulamentar instituídos pelo Acordo de Basileia III, rentabilidade e estrutura, calculados de acordo com os dados antes e após a implementação da IFRS 9. Para a elaboração desta investigação, foi selecionado um universo de 30 empresas do setor financeiro que iniciaram a aplicação da IFRS 9 à data de 1 de janeiro de 2018. De acordo com os resultados do teste estatístico produzido, identificou-se relevância estatística para as diferenças entre os rácios calculados antes e após a adoção da IFRS 9, nomeadamente no Common Equity Tier 1 Ratio, Tier 1 Ratio e Total Capital Ratio.