Publicação

Conhecimento humano e social na era da IA: ética do rosto e sabedoria prática

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:O questionamento ético constitui parte integrante das culturas científicas e académicas, enquanto lugares privilegiados de intelectualidade crítica, tornando-se especialmente atual num mundo marcado pelo uso generalizado dos sistemas de inteligência artificial (IA). Em que medida esse progresso serve os propósitos de desenvolvimento humano? Partindo desta interrogação nuclear, a reflexão sobre ética na investigação em Ciências HumanaseSociais inscreve-se aqui no quadro de uma ética relacional indexada a valores de alteridade.As possibilidades proporcionadas pelas ferramentas de IArepresentam um enorme desafio para quem faz ciência, colocando os autores diante de oportunidades de trabalho inéditas e extraordinariamente promissoras, correndo-se, contudo, o risco de uma confiança excessiva, protagonizada por consumidores ávidos, mas insensíveis e acríticos. Assim, reconhecendo os impactos positivos e negativos da IA e, em linha com as recomendações da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura –UNESCO (2024), os desafios da investigação científica em Ciências Sociais eHumanas surgem equacionados a partir de três eixos de reflexão-ação fundamentais: formação, regulação e pesquisa.Concebidos numa lógica de articulação dinâmica, estes três eixos funcionam como base de desenvolvimento de uma inteligência ética, de uma sabedoria prática, de teor eminentemente prudencial, aqui descrita como ética do rosto ou ética da hospitalidade.
Autores principais:Baptista, Isabel Maria de Carvalho
Assunto:Conhecimento humano e social Ethics of the face Ética do rosto Human and social knowledge Practical wisdom Sabedoria prática
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:artigo original
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Católica Portuguesa
Idioma:português
Origem:Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Descrição
Resumo:O questionamento ético constitui parte integrante das culturas científicas e académicas, enquanto lugares privilegiados de intelectualidade crítica, tornando-se especialmente atual num mundo marcado pelo uso generalizado dos sistemas de inteligência artificial (IA). Em que medida esse progresso serve os propósitos de desenvolvimento humano? Partindo desta interrogação nuclear, a reflexão sobre ética na investigação em Ciências HumanaseSociais inscreve-se aqui no quadro de uma ética relacional indexada a valores de alteridade.As possibilidades proporcionadas pelas ferramentas de IArepresentam um enorme desafio para quem faz ciência, colocando os autores diante de oportunidades de trabalho inéditas e extraordinariamente promissoras, correndo-se, contudo, o risco de uma confiança excessiva, protagonizada por consumidores ávidos, mas insensíveis e acríticos. Assim, reconhecendo os impactos positivos e negativos da IA e, em linha com as recomendações da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura –UNESCO (2024), os desafios da investigação científica em Ciências Sociais eHumanas surgem equacionados a partir de três eixos de reflexão-ação fundamentais: formação, regulação e pesquisa.Concebidos numa lógica de articulação dinâmica, estes três eixos funcionam como base de desenvolvimento de uma inteligência ética, de uma sabedoria prática, de teor eminentemente prudencial, aqui descrita como ética do rosto ou ética da hospitalidade.