Publicação

Intervenção especializada ao doente crítico : comunicação e qualidade de vida

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A elaboração deste relatório de estágio faz parte da unidade curricular “Estágio Final e Relatório” integrada no mestrado em enfermagem com especialização em enfermagem médico-cirúrgica na área da pessoa em situação crítica e integra um estágio em dois contextos diferentes que a autora realizou no serviço de medicina intensiva (SMI) e na unidade de queimados (UQ). Este relatório relata a forma como foram adquiridas as competências especializadas necessárias para cuidar de forma integral do doente critico. Ao elaborar este relatório pretendeu-se descrever as competências que se adquiriram no estágio realizado no serviço de medicina intensiva e na unidade de queimados. E para isso utilizou-se o método descritivo, analítico e reflexivo e as suas reflexões foram fundamentadas nas pesquisas realizadas nas diferentes bases de dados internacionais, tais como: PubMed, Medline, Lilacs, ScienceDirect, Cochrane library, repositório científico de acesso aberto em Portugal, EBSCO Health e na Biblioteca Virtual de Saúde. O doente crítico requer cuidados especializados pois apresenta condições de risco de vida ou corre o risco de as desenvolver. O trabalho interdisciplinar, realizado nos dois campos de estágio permitiu o desenvolvimento da autonomia na avaliação dos doentes críticos e na prestação de cuidados, sempre baseados no respeito e na dignidade da pessoa. Para além disso, durante o tratamento ao doente crítico, o enfermeiro tem de ter competências em comunicação, quer para transmitir informação à família, quer para trabalhar em equipa e contribuir para reduzir os níveis de ansiedade em situações de stress a que estas estão diariamente sujeitas. De facto, a comunicação está sempre presente na área da saúde, especialmente no processo terapêutico e foi fundamental no serviço de medicina intensiva. Esta é uma ferramenta fundamental que deve ser considerada pelos profissionais de saúde como necessária para estar presente em todas as ações ou intervenções realizadas no cuidado ao doente/família. É também é fundamental pois é através das competências de comunicação que a autora identificou a dinâmica do fluxo de comunicação entre a equipa do Serviço de Medicina Intensiva, o doente e os seus familiares. Na unidade de queimados também a comunicação com doentes e familiares é importante no sentido de perceber que a queimadura (ferida traumática) provoca maior sofrimento no doente e deixa sequelas não só físicas, mas também psíquicas e emocionais, e que tem repercussões na sua qualidade de vida do doente queimado. Foi importante conhecer aprofundadamente os sintomas relacionados com a queimadura que têm maiores repercussões na qualidade de vida dos doentes queimados. Neste sentido, utilizou-se a escala de RESVECH 2,0 para avaliar a evolução das queimaduras e a escala de Toronto para avaliar a qualidade de vida dos doentes queimados na consulta de seguimento. Verificou-se que a comunicação foi ferramenta fundamental para estabelecer uma relação de confiança quer com os profissionais de saúde, quer com os doentes e famílias. Concluiu-se que a escala RESVECH 2.0 apresentou algumas fragilidades para a avaliação das queimaduras, e por isso considerou-se que é necessária uma pesquisa futura para maior esclarecimento acerca deste aspeto. Além disso, concluiu-se que o sintoma que tem maior impacto na qualidade de vida do doente queimado é o prurido sendo este o mais referido e que se apresentou com maior intensidade nestes doentes.
Autores principais:Dias, Eulália Sofia Ferreira
Assunto:Doente crítico Qualidade de vida Escala de Toronto Enfermagem médico-cirúrgica Critical patient Quality of life Toronto Scale Medical-surgical nursing
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Católica Portuguesa
Idioma:português
Origem:Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Descrição
Resumo:A elaboração deste relatório de estágio faz parte da unidade curricular “Estágio Final e Relatório” integrada no mestrado em enfermagem com especialização em enfermagem médico-cirúrgica na área da pessoa em situação crítica e integra um estágio em dois contextos diferentes que a autora realizou no serviço de medicina intensiva (SMI) e na unidade de queimados (UQ). Este relatório relata a forma como foram adquiridas as competências especializadas necessárias para cuidar de forma integral do doente critico. Ao elaborar este relatório pretendeu-se descrever as competências que se adquiriram no estágio realizado no serviço de medicina intensiva e na unidade de queimados. E para isso utilizou-se o método descritivo, analítico e reflexivo e as suas reflexões foram fundamentadas nas pesquisas realizadas nas diferentes bases de dados internacionais, tais como: PubMed, Medline, Lilacs, ScienceDirect, Cochrane library, repositório científico de acesso aberto em Portugal, EBSCO Health e na Biblioteca Virtual de Saúde. O doente crítico requer cuidados especializados pois apresenta condições de risco de vida ou corre o risco de as desenvolver. O trabalho interdisciplinar, realizado nos dois campos de estágio permitiu o desenvolvimento da autonomia na avaliação dos doentes críticos e na prestação de cuidados, sempre baseados no respeito e na dignidade da pessoa. Para além disso, durante o tratamento ao doente crítico, o enfermeiro tem de ter competências em comunicação, quer para transmitir informação à família, quer para trabalhar em equipa e contribuir para reduzir os níveis de ansiedade em situações de stress a que estas estão diariamente sujeitas. De facto, a comunicação está sempre presente na área da saúde, especialmente no processo terapêutico e foi fundamental no serviço de medicina intensiva. Esta é uma ferramenta fundamental que deve ser considerada pelos profissionais de saúde como necessária para estar presente em todas as ações ou intervenções realizadas no cuidado ao doente/família. É também é fundamental pois é através das competências de comunicação que a autora identificou a dinâmica do fluxo de comunicação entre a equipa do Serviço de Medicina Intensiva, o doente e os seus familiares. Na unidade de queimados também a comunicação com doentes e familiares é importante no sentido de perceber que a queimadura (ferida traumática) provoca maior sofrimento no doente e deixa sequelas não só físicas, mas também psíquicas e emocionais, e que tem repercussões na sua qualidade de vida do doente queimado. Foi importante conhecer aprofundadamente os sintomas relacionados com a queimadura que têm maiores repercussões na qualidade de vida dos doentes queimados. Neste sentido, utilizou-se a escala de RESVECH 2,0 para avaliar a evolução das queimaduras e a escala de Toronto para avaliar a qualidade de vida dos doentes queimados na consulta de seguimento. Verificou-se que a comunicação foi ferramenta fundamental para estabelecer uma relação de confiança quer com os profissionais de saúde, quer com os doentes e famílias. Concluiu-se que a escala RESVECH 2.0 apresentou algumas fragilidades para a avaliação das queimaduras, e por isso considerou-se que é necessária uma pesquisa futura para maior esclarecimento acerca deste aspeto. Além disso, concluiu-se que o sintoma que tem maior impacto na qualidade de vida do doente queimado é o prurido sendo este o mais referido e que se apresentou com maior intensidade nestes doentes.