Publicação
Promover a esperança parental : o papel do enfermeiro especialista no suporte à parentalidade
| Resumo: | A Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica enfrenta atualmente o desafio de acompanhar Crianças e Famílias no seu Processo de Saúde, numa sociedade medicalizada e tecnicamente evoluída. Neste contexto, surge o direito à Esperança dos Pais relativa à saúde dos seus filhos. Esperança essa que se assume como fator de resiliência, motivação e compromisso, inerente à diversidade cultural que caracteriza a nossa população. Os primeiros estudos publicados acerca da Esperança nos Cuidados de Saúde datam da década de 1960 e o papel do enfermeiro neste contexto é descrito pela primeira vez em 1985. Desde então, tem vindo a crescer o interesse e a evidência nesta área de intervenção em Enfermagem. O Enfermeiro Especialista em Saúde Infantil e Pediátrica integra no seu perfil de competências a Promoção da Esperança, nomeadamente a Esperança Parental, considerando a relação terapêutica como o elemento essencial à implementação das respetivas intervenções. O presente relatório surge no âmbito do Curso de Mestrado em Enfermagem, na área de especialização de Saúde Infantil e Pediátrica do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa. Tem como objetivo descrever o percurso desenvolvido nos contextos de estágio, numa perspetiva crítica, de reflexão, integrando o crescimento profissional que deverá refletir o perfil de competências esperado. A Promoção da Esperança foi considerada enquanto intervenção de enfermagem operacionalizada através da relação terapêutica Enfermeiro/Criança/Família. Fundamentou-se na Teoria do Cuidado Humano de Jean Watson, em complementaridade com os pressupostos e intervenções do Modelo de Intervenção em Ajuda Mútua Promotor de Esperança, de Zaida Charepe. Com o objetivo de mapear a evidência científica acerca desta temática, foi elaborada uma revisão scoping: Esperança Parental e Multiculturalidade. Na Unidade de Saúde Familiar foi possível acompanhar e aprofundar os Programas de Saúde Infantil e Juvenil preconizados pela DGS. Das atividades desenvolvidas, destaco a Sensibilização da Equipa de Saúde para a promoção da Esperança em Cuidados Paliativos Pediátricos; e a Intervenção em Esperança Parental no suporte à parentalidade, com recurso ao genograma de Esperança. Na Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais foi possível acompanhar e compreender a complexidade dos cuidados prestados e o seu impacto na estrutura familiar destes bebés. O processo de aprendizagem proporcionou: a criação de um folheto de Promoção de Esperança para Pais de bebés prematuros; a divulgação dos Direitos dos Pais à Esperança e a Formação dos Enfermeiros na área do Suporte à Esperança Parental através da Promoção da Vinculação e Aceitação da Esperança como elemento chave na proteção da Saúde dos Pais e dos seus bebés. Na Urgência Pediátrica foi possível integrar a adversidade do contexto. A fragilidade das famílias perante a ameaça à saúde dos seus filhos permitiu desenvolver competências no suporte à Criança e Família, validando as suas emoções e trabalhando em conjunto as suas incertezas. A atividade de sensibilização para as intervenções de enfermagem em crianças com múltiplos reinternamentos resultou numa Norma de Procedimento com enfoque no Suporte Parental através da mobilização dos Recursos de Esperança. |
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| Autores principais: | Vicente, Vanda Micaela Rocha |
| Assunto: | Esperança Esperança parental Cuidados de enfermagem Pediatria Hope Parental hope Nursing care Pediatrics |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Católica Portuguesa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa |
| Resumo: | A Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica enfrenta atualmente o desafio de acompanhar Crianças e Famílias no seu Processo de Saúde, numa sociedade medicalizada e tecnicamente evoluída. Neste contexto, surge o direito à Esperança dos Pais relativa à saúde dos seus filhos. Esperança essa que se assume como fator de resiliência, motivação e compromisso, inerente à diversidade cultural que caracteriza a nossa população. Os primeiros estudos publicados acerca da Esperança nos Cuidados de Saúde datam da década de 1960 e o papel do enfermeiro neste contexto é descrito pela primeira vez em 1985. Desde então, tem vindo a crescer o interesse e a evidência nesta área de intervenção em Enfermagem. O Enfermeiro Especialista em Saúde Infantil e Pediátrica integra no seu perfil de competências a Promoção da Esperança, nomeadamente a Esperança Parental, considerando a relação terapêutica como o elemento essencial à implementação das respetivas intervenções. O presente relatório surge no âmbito do Curso de Mestrado em Enfermagem, na área de especialização de Saúde Infantil e Pediátrica do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa. Tem como objetivo descrever o percurso desenvolvido nos contextos de estágio, numa perspetiva crítica, de reflexão, integrando o crescimento profissional que deverá refletir o perfil de competências esperado. A Promoção da Esperança foi considerada enquanto intervenção de enfermagem operacionalizada através da relação terapêutica Enfermeiro/Criança/Família. Fundamentou-se na Teoria do Cuidado Humano de Jean Watson, em complementaridade com os pressupostos e intervenções do Modelo de Intervenção em Ajuda Mútua Promotor de Esperança, de Zaida Charepe. Com o objetivo de mapear a evidência científica acerca desta temática, foi elaborada uma revisão scoping: Esperança Parental e Multiculturalidade. Na Unidade de Saúde Familiar foi possível acompanhar e aprofundar os Programas de Saúde Infantil e Juvenil preconizados pela DGS. Das atividades desenvolvidas, destaco a Sensibilização da Equipa de Saúde para a promoção da Esperança em Cuidados Paliativos Pediátricos; e a Intervenção em Esperança Parental no suporte à parentalidade, com recurso ao genograma de Esperança. Na Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais foi possível acompanhar e compreender a complexidade dos cuidados prestados e o seu impacto na estrutura familiar destes bebés. O processo de aprendizagem proporcionou: a criação de um folheto de Promoção de Esperança para Pais de bebés prematuros; a divulgação dos Direitos dos Pais à Esperança e a Formação dos Enfermeiros na área do Suporte à Esperança Parental através da Promoção da Vinculação e Aceitação da Esperança como elemento chave na proteção da Saúde dos Pais e dos seus bebés. Na Urgência Pediátrica foi possível integrar a adversidade do contexto. A fragilidade das famílias perante a ameaça à saúde dos seus filhos permitiu desenvolver competências no suporte à Criança e Família, validando as suas emoções e trabalhando em conjunto as suas incertezas. A atividade de sensibilização para as intervenções de enfermagem em crianças com múltiplos reinternamentos resultou numa Norma de Procedimento com enfoque no Suporte Parental através da mobilização dos Recursos de Esperança. |
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