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Estado nutricional em vitamina D e o grau de dependência, em pessoas idosas com défice e sem défice cognitivo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente estudo tem por objetivo analisar a associação entre os níveis plasmáticos de Vitamina D (VitD) e o estado funcional em pessoas idosas com ou sem défice cognitivo residentes num Lar. Este estudo transversal incluiu 14 homens e 31 mulheres com idade ≥ 65 anos. A função cognitiva foi avaliada através da pontuação obtida pela ferramenta Mini Mental Status Examination (MMSE®). A autonomia nas atividades de vida diária foi avaliada com base na pontuação obtida pelo Índice de Barthel (IB®). O risco de queda foi determinado a partir da pontuação obtida pela Escala de Morse (EB®). Os níveis plasmáticos de VitD foram medidos utilizando a técnica laboratorial The Enzyme-Linked Immunosorbent Assay (E.L.I.S.A). Mais de metade dos participantes eram mulheres (68,8%). Quarenta e quatro participantes (97,7%) apresentavam hipovitaminose D. Do total da amostra (n=45), vinte e cinco participantes (55,5%) apresentaram défice grave em VitD (<10ng/mL). Observaram-se diferenças significativas para os níveis plasmáticos de VitD entre os participantes com ou sem deficiência cognitiva (P=0,004). Os participantes com défice cognitivo mostraram uma associação significativa entre a pontuação obtida no IB e o nível plasmático de VitD (P=0,024), em comparação com os participantes sem défice cognitivo (P=0,438). Em conclusão, os nossos resultados sugerem que a hipovitaminose D é muito frequente nas pessoas idosas com ou sem défice cognitivo (97,7%). É de realçar que todas as pessoas idosas com défice cognitivo apresentavam pior autonomia (100%) em comparação com as pessoas idosas sem défice cognitivo (44,4%). No grupo das pessoas idosas com défice cognitivo foi possível observar uma associação entre a autonomia nas atividades de vida diária determinada pelo Índice de Barthel (IB®) e os níveis plasmáticos de VitD.
Autores principais:Rios, Daniela Ferreira
Assunto:Hipovitaminose D Desnutrição Mini-Nutritional Assessment Autonomia Índice de Barthe Risco de queda Demência Pessoas idosas Vitamin D deficiency Undernutrition Autonomy Barthel Index Risk of falls Dementia Elderly people
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Católica Portuguesa
Idioma:português
Origem:Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Descrição
Resumo:O presente estudo tem por objetivo analisar a associação entre os níveis plasmáticos de Vitamina D (VitD) e o estado funcional em pessoas idosas com ou sem défice cognitivo residentes num Lar. Este estudo transversal incluiu 14 homens e 31 mulheres com idade ≥ 65 anos. A função cognitiva foi avaliada através da pontuação obtida pela ferramenta Mini Mental Status Examination (MMSE®). A autonomia nas atividades de vida diária foi avaliada com base na pontuação obtida pelo Índice de Barthel (IB®). O risco de queda foi determinado a partir da pontuação obtida pela Escala de Morse (EB®). Os níveis plasmáticos de VitD foram medidos utilizando a técnica laboratorial The Enzyme-Linked Immunosorbent Assay (E.L.I.S.A). Mais de metade dos participantes eram mulheres (68,8%). Quarenta e quatro participantes (97,7%) apresentavam hipovitaminose D. Do total da amostra (n=45), vinte e cinco participantes (55,5%) apresentaram défice grave em VitD (<10ng/mL). Observaram-se diferenças significativas para os níveis plasmáticos de VitD entre os participantes com ou sem deficiência cognitiva (P=0,004). Os participantes com défice cognitivo mostraram uma associação significativa entre a pontuação obtida no IB e o nível plasmático de VitD (P=0,024), em comparação com os participantes sem défice cognitivo (P=0,438). Em conclusão, os nossos resultados sugerem que a hipovitaminose D é muito frequente nas pessoas idosas com ou sem défice cognitivo (97,7%). É de realçar que todas as pessoas idosas com défice cognitivo apresentavam pior autonomia (100%) em comparação com as pessoas idosas sem défice cognitivo (44,4%). No grupo das pessoas idosas com défice cognitivo foi possível observar uma associação entre a autonomia nas atividades de vida diária determinada pelo Índice de Barthel (IB®) e os níveis plasmáticos de VitD.