Publicação
O papel da dádiva no teatro da economia: o significado antropológico do presente
| Resumo: | Este texto parte do tratamento de dados empíricos, relativos à economia da dádiva quer em sociedades tradicionais, quer nas sociedades globalizadas de hoje, para apresentar o estado da arte daquela, por comparação com a economia de mercado. Se nas primeiras, o retorno de que falava Marcel Mauss, manifesta-se claramente, nas segundas, tal não é hoje evidente. Assim, mais do que nunca se constata que a economia da dádiva experimenta o double – bind de, ao ser presente (no duplo sentido substantivo e verbal), anular-se com a sua diluição na simultânea animação da economia do mercado. A hipótese antropológica que este texto formula é a de que a presentificação do “tempo vivido” hoje, o instante, ser algo mais do que ele próprio: um indício da saída extraordinária, paradoxal e atemporal daquele double - bind, a (impercetível) manifestação do poder da eternidade nos seres humanos e nas suas comunidades. |
|---|---|
| Autores principais: | Araújo, Henrique L. Gomes de |
| Assunto: | Dádiva Presente Economia Gift Present Economy |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Católica Portuguesa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa |
| Resumo: | Este texto parte do tratamento de dados empíricos, relativos à economia da dádiva quer em sociedades tradicionais, quer nas sociedades globalizadas de hoje, para apresentar o estado da arte daquela, por comparação com a economia de mercado. Se nas primeiras, o retorno de que falava Marcel Mauss, manifesta-se claramente, nas segundas, tal não é hoje evidente. Assim, mais do que nunca se constata que a economia da dádiva experimenta o double – bind de, ao ser presente (no duplo sentido substantivo e verbal), anular-se com a sua diluição na simultânea animação da economia do mercado. A hipótese antropológica que este texto formula é a de que a presentificação do “tempo vivido” hoje, o instante, ser algo mais do que ele próprio: um indício da saída extraordinária, paradoxal e atemporal daquele double - bind, a (impercetível) manifestação do poder da eternidade nos seres humanos e nas suas comunidades. |
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