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A dependência no autocuidado no seio das famílias clássicas do concelho de Lisboa : abordagem exploratória à dimensão do fenóneno

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Resumo:Este estudo centra-se no domínio do autocuidado. As mudanças no perfil demográfico e epidemiológico que atravessamos, obriga-nos à procura de respostas às questões relacionadas com a capacidade funcional, dependência e autonomina. A incapacidade ocasiona maior vulnerabilidade e dependência no autocuidado, contribuindo para a diminuição do bem-estar e da qualidade de vida. Os objectivos do estudo desenvolvido passaram por: a) conhecer a dimensão do fenómeno da dependência no autocuidado, no seio das famílias clássicas residentes no concelho de Lisboa; b) caracterizar os dependentes no autocuidado; e, c) avaliar o tipo e o nível de dependência evidenciado pelos casos identificados. O estudo aqui relatado inscreve-se num paradigma de investigação quantitativa, do tipo exploratório e descritivo. A recolha de dados baseou-se na técnica da entrevista, com base num formulário e uma “porta a porta”. A população em estudo foram as famílias clássicas do concelho de Lisboa. Utilizou-se uma amostra probabilística e estratificada, em função do peso relativo de cada freguesia do concelho. O instrumento de avaliação do tipo e nível de dependência no(s) autocuidado(s) revelou-se, para além de válido, altamente fiável e preciso. Numa amostra de duas mil e quinhentas e cinquenta e uma (2551) famílias que aceitaram responder ao formulário, obtivemos resposta ao inquérito preliminar de duas mil e trezentas e quarenta e cinco (2351) famílias. Identificámos cento e oitenta e sete casos (187) que evidenciavam algum nível de dependência no autocuidado, segundo a opinião dos respondentes, o que nos permite afirmar que a percentagem de famílias de Lisboa que integram dependentes no seu seio é de 7,95%. Dos 187 casos identificados, 121 aceitaram aceitaram participar na avaliação específica do tipo e nível de dependência. Os dependentes avaliados são, na sua maioria, mulheres e pessoas idosas. Quanto à forma de instalação da dependência verificou-se que, na maioria dos casos, esta se instalou de forma gradual. Em média, os dependentes estão nesta condição há cerca de 8 anos. Tendo em consideração o nível global de dependência, verificámos que 82,6% dos dependentes necessitam de ajuda de terceiros e 7,4% dos casos avaliados são totalmente dependentes, o que nos permite afirmar que o nível de dependência global é muito intenso. Estes dados confirmam os novos desafios que se impõem para o sistema de saúde, para a Enfermagem e para a sociedade. As exigências na qualidade nos cuidados de saúde, deverão abranger a promoção dos processos de preservação e promoção da autonomia dos clientes, bem como assistir as famílias a tomar conta dos “seus” dependentes
Autores principais:Martins, Rebeca Acciaiolli Luis Themudo
Assunto:Dependência Autocuidado Concelho de Lisboa Dependence Self-care District of Lisbon
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Católica Portuguesa
Idioma:português
Origem:Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Descrição
Resumo:Este estudo centra-se no domínio do autocuidado. As mudanças no perfil demográfico e epidemiológico que atravessamos, obriga-nos à procura de respostas às questões relacionadas com a capacidade funcional, dependência e autonomina. A incapacidade ocasiona maior vulnerabilidade e dependência no autocuidado, contribuindo para a diminuição do bem-estar e da qualidade de vida. Os objectivos do estudo desenvolvido passaram por: a) conhecer a dimensão do fenómeno da dependência no autocuidado, no seio das famílias clássicas residentes no concelho de Lisboa; b) caracterizar os dependentes no autocuidado; e, c) avaliar o tipo e o nível de dependência evidenciado pelos casos identificados. O estudo aqui relatado inscreve-se num paradigma de investigação quantitativa, do tipo exploratório e descritivo. A recolha de dados baseou-se na técnica da entrevista, com base num formulário e uma “porta a porta”. A população em estudo foram as famílias clássicas do concelho de Lisboa. Utilizou-se uma amostra probabilística e estratificada, em função do peso relativo de cada freguesia do concelho. O instrumento de avaliação do tipo e nível de dependência no(s) autocuidado(s) revelou-se, para além de válido, altamente fiável e preciso. Numa amostra de duas mil e quinhentas e cinquenta e uma (2551) famílias que aceitaram responder ao formulário, obtivemos resposta ao inquérito preliminar de duas mil e trezentas e quarenta e cinco (2351) famílias. Identificámos cento e oitenta e sete casos (187) que evidenciavam algum nível de dependência no autocuidado, segundo a opinião dos respondentes, o que nos permite afirmar que a percentagem de famílias de Lisboa que integram dependentes no seu seio é de 7,95%. Dos 187 casos identificados, 121 aceitaram aceitaram participar na avaliação específica do tipo e nível de dependência. Os dependentes avaliados são, na sua maioria, mulheres e pessoas idosas. Quanto à forma de instalação da dependência verificou-se que, na maioria dos casos, esta se instalou de forma gradual. Em média, os dependentes estão nesta condição há cerca de 8 anos. Tendo em consideração o nível global de dependência, verificámos que 82,6% dos dependentes necessitam de ajuda de terceiros e 7,4% dos casos avaliados são totalmente dependentes, o que nos permite afirmar que o nível de dependência global é muito intenso. Estes dados confirmam os novos desafios que se impõem para o sistema de saúde, para a Enfermagem e para a sociedade. As exigências na qualidade nos cuidados de saúde, deverão abranger a promoção dos processos de preservação e promoção da autonomia dos clientes, bem como assistir as famílias a tomar conta dos “seus” dependentes