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Uma casa em Angra, “Numa rua perto do mar”

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Em maio de 1902, Fernando Pessoa visitava pela primeira e única vez Angra do Heroísmo e a ilha Terceira. Assinalando os 120 anos desta viagem, e revisitando o processo que, em 1972, levou à identificação da casa onde, numa rua perto do mar, o jovem Fernando e a família foram acolhidos (a casa da tia Anica e do primo Mário), propomo-nos recuperar documentos que atestam essa visita e analisar o modo como, ao longo do tempo, o sistema cultural açoriano tem vindo a reinscrever esse episódio biográfico (que, afinal, foi também bibliográfico), assim como a ligação familiar de Pessoa à ilha Terceira, na memória cultural do arquipélago. Situamo-nos no campo dos estudos de receção da obra pessoana (nos Açores), procurando compreender em que medida esse reiterado processo de reinscrição mnemónica configurou o retrato de um Pessoa quase “poeta açoriano”.
Autores principais:Fernandes, Andreia
Outros Autores:Salgueiro, Ana
Assunto:Fernando Pessoa Angra do Heroísmo A Palavra Reception studies Persona from the Azores
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Católica Portuguesa
Idioma:português
Origem:Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Descrição
Resumo:Em maio de 1902, Fernando Pessoa visitava pela primeira e única vez Angra do Heroísmo e a ilha Terceira. Assinalando os 120 anos desta viagem, e revisitando o processo que, em 1972, levou à identificação da casa onde, numa rua perto do mar, o jovem Fernando e a família foram acolhidos (a casa da tia Anica e do primo Mário), propomo-nos recuperar documentos que atestam essa visita e analisar o modo como, ao longo do tempo, o sistema cultural açoriano tem vindo a reinscrever esse episódio biográfico (que, afinal, foi também bibliográfico), assim como a ligação familiar de Pessoa à ilha Terceira, na memória cultural do arquipélago. Situamo-nos no campo dos estudos de receção da obra pessoana (nos Açores), procurando compreender em que medida esse reiterado processo de reinscrição mnemónica configurou o retrato de um Pessoa quase “poeta açoriano”.