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Pediatric Neurology Training During Neurology Residency: Perceptions and Experiences of Residents in Portugal

Autor(es): Delgado Soares, Mafalda ; Valente, Diana ; Fernandes, Catarina ; Serôdio, Miguel ; Oliveira, Ana Lúcia ; Pereira, Andressa ; Alves, José Miguel ; Roldão Alferes, Alexandre ; Serrão, Catarina ; Pinto, Inês ; Barbosa, Joana ; Cancela, Joana ; Costa, Luís ; Roque, Maria ; Carvalho, Miguel ; Cagigal, Rita ; Rato, Rita ; Marinho Pinto, Sofia ; Santana, Teresa ; Palavra, Filipe ; Vasconcelos, Mónica ; Lopes Silva, Rita

Data: 2026

Origem: SINAPSE

Assunto(s): Educação Baseada em Competências; Educação Médica; Inquéritos e Questionários; Internato e Residência; Neurologia/educação; Pediatria/educação; Neurology/education; Pediatrics/education; Internship and Residency; Education, Medical; Surveys and Questionnaires; Competency-Based Education


Descrição

Introduction: Pediatric Neurology training is mandatory during Neurology residency in Portugal, yet national data on its quality remain scarce. To address this gap, the Neurology Residents and Early-Career Neurologists Committee (CIREN) of the Portuguese Neurology Society, in collaboration with the Portuguese Society of Pediatric Neurology, developed this study. Methods: An anonymous 33-item online questionnaire was administered to Neurology residents in Portugal to assess perceptions regarding confidence in managing pediatric patients with neurological disorders, knowledge acquired, and training quality across different institutional contexts. The survey was disseminated through CIREN’s official channels and was available between December 2024 and June 2025. Descriptive analysis was performed, and group comparisons. Results: The survey was answered by 56 residents, with mean age of 29.6 (±2.6) years; most participants were women (54.5%, n=30), and the majority were in advanced years of residency (≥3rd year; 85.5%). Geographic distribution was balanced, except for the autonomous regions. In 41.1% of cases, there was no Pediatric Neurology unit in the training hospital. Among the 28 residents who completed the rotation, all did so in a central hospital, with a mean of 5.3 (±2.4) pediatric neurologists per institution. Skill acquisition was perceived as most effective in outpatient clinics and inpatient wards, compared to emergency settings. However, the presence of an emergency department with direct patient evaluation was associated with greater competency acquisition (p<0.001). After the rotation, only 14.3% felt prepared to interpret specific laboratory tests and 21.4% to manage neurometabolic diseases. Most residents agreed with the rotation duration (75.0%) and its mandatory nature within Neurology residency (82.1%); 17.8% expressed interest in subspecialization. Conclusions: The findings support the relevance of the Pediatric Neurology rotation and emphasize the need to strengthen and standardize training within Neurology residency, particularly given the heterogeneity of emergency care exposure.

Introdução: A formação em Neuropediatria é obrigatória no internato de Neurologia, mas permanecem escassos os dados nacionais sobre a sua qualidade. Identificando essa lacuna, a Comissão de Internos e Recém-Especialistas de Neurologia (CIREN) da Sociedade Portuguesa de Neurologia, em colaboração com a Sociedade Portuguesa de Neuropediatria, promoveu o presente estudo. Métodos: Realizou-se um questionário online de 33 itens, anónimo, dirigido a internos de Neurologia em Portugal, avaliando a perceção relativamente à confiança na abordagem de doentes pediátricos com patologia neurológica, ao conhecimento adquirido e à qualidade da formação em diferentes contextos institucionais. O questionário foi divulgado pelos canais oficiais da CIREN e esteve disponível entre dezembro de 2024 e junho de 2025. Procedeu-se à análise descritiva das respostas e à comparação entre grupos. Resultados: Responderam ao inquérito 56 internos, com idade média de 29,6 (±2,6) anos, maioritariamente mulheres (54,5%, n=30) e em fase avançada do internato (≥3.º ano; 85,5%). Verificou-se distribuição geográfica equilibrada, excetuando as regiões autónomas. Em 41,1% dos casos, não existia unidade de Neuropediatria no hospital de formação. Dos 28 internos que realizaram o estágio, todos o realizaram num hospital central, com média de 5,3 (±2,4) neuropediatras por instituição. A aquisição de competências foi percecionada como tendo sido superior na consulta externa e internamento, comparativamente à urgência. No entanto, a existência de urgência associou-se a maior aquisição de competências (p<0,001). Após o estágio, apenas 14,3% dos internos se sentiram preparados para interpretar exames laboratoriais específicos e 21,4% para lidar com doenças neurometabólicas. A maioria concordou com a duração (75,0%) e com a obrigatoriedade do estágio no internato de Neurologia (82,1%) e 17,8% demonstraram interesse em subespecialização. Conclusões: Os resultados reforçam a pertinência do estágio e evidenciam a necessidade de uniformizar e reforçar a formação em Neuropediatria no internato, sobretudo perante a heterogeneidade da experiência em contexto de urgência.

Tipo de Documento Artigo científico
Idioma Português
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