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Atividade antioxidante, hepatoprotetora e potenciais benefícios cutâneos de extratos de cereja “Lapins”

Autor(es): Santos, Diana ; Pereira, Maria João ; Pinho, Cláudia ; Oliveira, Ana Isabel

Data: 2026

Origem: Proceedings of Research and Practice in Allied and Environmental Health

Assunto(s): Cereja; Atividade antioxidante; Células HepG2; C´elulas HaCaT


Descrição

Enquadramento: A cereja-doce (Prunus avium L.) é rica em compostos bioativos, incluindo antocianinas, flavonoides e ácidos fenólicos [1]. A variedade “Lapins” é atualmente uma das mais cultivadas na região de Resende (Portugal), sendo escassos os estudos que caracterizem as suas atividades biológicas. Objetivo: Avaliar o potencial antioxidante, hepatoprotetor, fotoprotetor e a atividade metabólica em células de carcinoma hepatocelular humano (HepG2) e queratinócitos humano (HaCaT) de extratos de cereja “Lapins”. Métodos: Estudo experimental, com obtenção do extrato aquoso (EAC) e etanólico 70% (m/m) (EEC) de cereja “Lapins”. Determinou-se o teor de compostos fenólicos (TPC) pelo método de Folin-Ciocalteu, e os seguintes ensaios antioxidantes: neutralização do ácido 2,2’-azino-bis(3-etilbenzotiazolina-6-sulfónico) (ABTS) e ensaio do peróxido de hidrogénio (H2O2). Determinou-se o fator de proteção solar (FPS). A viabilidade celular foi estimada pelo ensaio do brometo de 3-(4,5-Dimetil-2-tiazolil)-2,5-difenil-2H-tetrazólio (MTT). Recorreu-se ao teste ANOVA one-way e t-Welch’s, considerando-se diferenças significativas para p < 0,05. Resultados: O EEC apresentou um TPC (5,25 ± 0,27 mg de ácido gálico/g extrato) e uma capacidade antioxidante significativamente superior ao extrato aquoso (p < 0,05), o que pode advir da maior capacidade extrativa do álcool [1]. Neste extrato, o ensaio ABTS, revelou baixa capacidade antioxidante (116,54 ± 3,60 µg/mL, IC50 > 100 µg/mL), enquanto o ensaio do H₂O₂ demonstrou uma capacidade antioxidante moderada (72,66 ± 1,92 µg/mL, 50 < IC50 < 100 µg/mL) [2]. O EEC apresentou ainda um maior valor de FPS (17,14 ± 0,49). No entanto, ambos os extratos apresentaram potencial fotoprotetor (FPS > 6) [3]. Em termos de atividade metabólica, os extratos apenas apresentaram citotoxicidade na concentração 500 mg/mL (viabilidade celular < 80%) [4], nas HepG2 e HaCaT. O EEC promoveu maior viabilidade celular, comparativamente ao controlo. Conclusão: O EEC revelou maior potencial hepatoprotetor e benefícios cutâneos. No entanto, mais estudos são necessários para o aumento da evidência científica.

Tipo de Documento Artigo científico
Idioma Português
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